A Fall Season americana chegou há algumas semanas, trazendo novas temporadas de séries que amamos e novas séries que tentarão nos fazer amá-las. Eis as séries que esse blog está acompanhando atualmente.

V
Acabei de assistir, sentado na frente do micro, mesmo com uma TV LCD de 26” ligada no computador. Ainda não me decidi. Tem bons momentos, mas muita coisa cafona. E clichês – alguém aí agüenta mais um personagem chamado Jack?. Não vou comentar sobre a série, se quiserem saber do se trata cliquem aqui.

Primeiro episódio é sempre assim: conhecemos os personagens principais, e é aí que os clichês se amontoam aos montes. Tem a agente durona do FBI com problemas com o filho encrenqueiro que se apaixona por uma alienígena, tem o padre que começa a desconfiar de sua fé com a chegada dos Visitantes, o casal negro, com o noivo e seu passado misterioso, e até os próprios Visitantes, com aquele papo furreca de “viemos em paz”. Sono.

Mas vamos lá, tem pontos positivos também. Efeitos especiais bacanudos, alguns diálogos legais e umas cenas bem feitas, como a do aleijado que, após ser atendido pelos Visitantes, começa a andar. Vou esperar pelo segundo episódio pra ver até onde isso vai dar.

The Big Bang Theory
Assistir a um episódio da série te faz dar tanta risada que vale até por uma aula inteira de abnominais. Diálogos certeiros, piadas espertas e interpretações idem, que te deixam com orgulho de ser nerd.

Agora Leonard e Penny assumiram o romance e sempre que vejo os dois juntos minha bochecha já começa a doer de tanto rir. E Sheldon continua genial como sempre – ele aplicando os conceitos usados por B.F. Skinner na Penny é um dos melhores momentos da série. Nem começou a terceira e a série já garantiu uma quarta temporada. Deve ser porque é muito boa.

Fringe
A segunda temporada já começa pegando fogo e continua onde acabou a primeira, já emendando uma trama de super soldados mutantes fodões interdimensionais, os mundos não podem se chocar, Willian Bell e por aí vai.

Mais casos bizarros, Peter Bishop dando suas tiradas sarcásticas – já encheu, vai – e a personagem com a voz mais sexy que já vi correm contra o tempo contra os super soldados supra citados, sempre com um clima de conspiração e aqueles finais que amamos, com um puta gancho para o episódio seguinte. Cada episódio me faz querer ver desesperadamente o próximo.

Flash Forward
Série badalada lá fora, mal estreou e já garantiu uma segunda temporada. De repente, o mundo inteiro desmaia por cerca de minutos e todos tem uma visão deles mesmo 6 meses no futuro. Acompanhamos um agente do FBI (sempre eles) investigando o caso e tentando encontrar um motivo/culpado para isso.

Empolga? Pra caralho. A série começou bem, e tem todo um drama das pessoas que não viram nada do futuro (estavam dormindo? Mortos? No escuro?), mas ficar vendo 10 vezes por episódio as visões dos personagens principais dá sono. Outra coisa legal é ver os acontecimentos que levam, aos poucos, à tal visão que um personagem teve, e quais as conseqüências disso.

Mas também tem coisas chatildas. O ex alcoólatra que viu a filha que morreu no Iraque viva em sua visão me dá vontade de dar um tiro na TV. O médico que, antes de desmaiar ia se suicidar e, depois do evento acabou mudando de idéia também me cansa. Vemos várias vezes uma visão que já cansamos de ver e não vemos nem uma pontinha da visão do tal médico. O que será que ele ira fazer daqui a 6 meses? As músicas da série são dúbias: no começo do quarto episódio tivemos uma cena fantástica com Bjork ao fundo, mas depois temos um tiroteio em câmera lenta ao som de Like a Rolling Stone. Jura que o diretor achou que botar Rolling Stones na trilha ia ser cool? Quer coisa mais brega que isso?

Há também os finais dos episódios. Alguns empolgam demais, como o final do episódio piloto, mas outros são totalmente desnecessários. Tem como se importar com uma mulher que leva um tiro, sabendo que daqui a 6 meses ela estará vivinha da silva? Já sei que ela vai sobreviver a isso oras. Cadê o suspense nisso tudo? Isso que dá ficar brincando com viagens no tempo. Porque é fácil cair no tão temido e nerd paradoxo do tempo. Meu medo é que a série vire uma Jericho da vida ou, pior, Heroes, que começou empolgando multidões e agora é um lixo só. Ainda aposto minhas fichas.

Dexter
O que falar da nova temporada de uma das melhores séries que já vi na vida? Vá assistir.

Smallville
Mais do mesmo. Arqueiro verde fazendo cú doce com essa de abandonar a vida de herói, Tess Mercer mais ambígua do que nunca, Lois começando a gostar de Clark e nosso herói começando a assumir o manto de salvador da pátria, com uniforme e tudo.

Mas os produtores prometem histórias melhores pela frente, como o que Lois fez quando foi parar no futuro, no final da temporada passada, um episódio explicando como Zod e seus lacaios foram parar na Terra sem poderes e finalmente conheceremos Jor El em pessoa. E a aparição de mais personagens do universo DC. Vou continuar a dar uma chance. Sou a pessoa mais influenciável do mundo. Que vergonha.

Californication
É impressão minha ou a terceira temporada está com menos putaria do que as outras? Custa aparecer uma bunda e, olhe lá, um peitinho. Mas Hank Moody já mora no meu coração e agora apronta das suas na faculdade onde dá aula, onde chega a pegar até três por episódio, geralmente com cantadas que resultariam numa queixa por assédio sexual em qualquer outra série. Altarzinho pra você, Hank.

Grey´s Anatomy
Ninguém pega mais ninguém. Essa já era a minha impressão na temporada passada e continua agora nessa sexta temporada. Antes, além de diálogos espertos, musiquinhas que entravam na hora certa e drama e comédia na medida certa, o que mais acontecia no Seatle Grace Hospital era putaria. Um pegava outra, quer pegava outro, que pegava outra, e aí por diante. Mas isso não faz falta.

O´Malley morreu mesmo, e Izzie deu chilique e sumiu por alguns episódios. Tirando isso, a série continua do mesmo jeito que me fez gostar dela há uns 2 anos atrás, sempre com seus diálogos espertos, musiquinhas que entravam na hora certa e drama e comédia na medida certa. E o quarto episódio foi um dos melhores de toda a série.

Heroes
Já disse que assistir a série é o mesmo que ver um cachorro atropelado morrer aos poucos?

Na fila
Seinfeld, Family Guy e American Dad ficam jogadas pra escanteio, até sobrar um tempo pra assisti-las com a atenção que elas merecem.

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Séries que recebem o meu Certificado Jin de Qualidade: Dexter, The Big Bang Theory e Fringe.

jin

Por mais de vinte e sete anos eu tenho agüentado comentários furibundos de fundamentalistas cristãos que odeiam meus pensamentos hereges. O último foi um comentário no meu finado blog há alguns dias atrás, com alguns erros de português, faltando uns acentos e uma ou outra vírgula, aqui e ali, mas deu pra ter uma idéia do que a pessoa queria dizer.

Deus é uma coisa do capeta mesmo.

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Não sei de onde tirei a coragem, mas o fato é que convidei pra sair uma menina linda que conheci por intermédio de uma amiga. Morena, tatuada, alargador, toda rocker. Cinema básico, pra se conhecer. Cruzem os dedos.

milagre

Vazou uma cena na internet de Lua Nova, esperadíssima sequência do filme Crepúsculo. Espero que gostem, assim como eu gostei. Não vejo a hora de assistir.

luanova

- E aí, você não iria viajar nesse feriadão?

- Eu ia, mas a menina com quem estou ficando disse que não poderia ir.

- Ah tá. Ela disse o motivo?

- Ela não tinha com quem deixar o filho dela.

- Você não acha estranho ficar saindo com alguém que já tem um filho?

- Estranho é você, que namora uma pessoa do mesmo sexo e corrompe a ordem natural das coisas.

Parece que a Sony acertou dessa vez. Chega de campanhas publicitárias bizarras, com bebês malignos, híbridos alienígenaspessoas se amontoando e aparelhos caríssimos voando em TVs de LCD 42” idem. A nova campanha, intitulada Only Does Everything, abandona o tom nonsense, obscuro, sem sentido e até assustador e chama atenção pelo humor inteligente misturado com informação sobre o seu produto.

A linguagem é simples. Um consumidor faz uma pergunta ou comentário à empresa, que é devidamente respondido por Kevin Butler, um funcionário que muda de cargo de acordo com a dúvida lançada. Entre as perguntas, há o namorado que não sabe como explicar à sua namorada que Uncharted 2 não é um filme, um pai desesperado que quer passar mais tempo com os filhos, um recente comprador que quer saber o que o console tem a oferecer e uma mulhera revoltada porque o namorado ainda não conectou seu aparelho na internet (isso me lembra alguém). A campanha entrou no ar no final de agosto para divulgar a nova redução de preços do aparelho e provavelmente ficará no ar até o final do ano, até o lançamento das campanhas sazonais da empresa. Todos os comerciais, que incluem também peças para rádio, internet e mídias sociais foram criadas pela agência Deutsch LA.

“Estes novos comerciais, criados pelos nossos parceiros na Deutsch LA, marcam o nascimento de uma nova campanha na qual nós conversamos diretamente sobre tudo com os consumidores”, disse Peter Dille, vice presidente de Marketing & PlayStation Network no blog oficial do console. “Nós sabemos que muitos de vocês concordam que o PS3 é um console sem rivais a altura. Ele também é o melhor aparelho de Blu-ray do mercado. E a maioria de vocês também deve saber que é possível fazer o download de mais de 2000 filmes sem ter que levantar do sofá. No entanto, nós reconhecemos que ainda existem muitos consumidores que não sabem o quão poderoso o PS3 realmente é. Então nós fizemos esta campanha de modo diferente para estendermos o alcance também para as famílias”.

 

 

 

 

 

Os cemitérios nunca fizeram parte do meu porco roteiro de passeios, mas em breve chegará o momento em que estarei bengalando pelos caminhos e áleas com expressão séria e meditativa. O fato é que estou velho, um velho de corpo e alma, tal qual um ancião de 80 anos. Não tenho mais paciência nem disposição física para aturar e fazer coisas que me acometiam na tenra juventude. Não, idoso leitor, não estou brincando. Brincadeiras, na minha avançada idade, já é uma coisa que evito há tempos. Realmente, é uma coisa que evito com o mesmo fervor que deve ser evitado um passeio de helicóptero sobre o Morro dos Macacos.

Olho para trás e vejo que minha existência é sem sentido. Não fiz nada de bom e não adicionei nada de útil à humanidade. Tenho asco ao encostar nas pessoas nos transportes públicos da vida e sempre sento nos bancos individuais nos coletivos, evitando contato físico ao máximo. Sou desprezível. Existe um ditado, um mantra, uma regra, uma lei cósmica, sei lá, que diz que todo homem, para justificar seu lugar ocupado no mundo, deve plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. O máximo que consegui chegar foi esse blog, onde escrevo torto por linhas virtuais retas. Um desperdício.

Não pratico esportes. Não faço ioga, pilates ou alongamento. Faço uma hora de academia sim, todos os dias, mas não sinto nenhum efeito além de ossos e juntas doendo. Enquanto me mato para levantar 20kg, a menina do meu lado levanta 80 e não deixa escorrer uma gota de suor. Cansei. Pra ter uma vida saudável eu prefiro continuar exercitando somente a mente, o cérebro, essa massa cinzenta que irá se decompor e servir de alimento para os vermes quando eu for parar a sete palmos de terra. Meu segredo, minha receita para uma vida cerebral saudável, para chegar com alguma dignidade e boa disposição mental ao crepúsculo final que nos espera, é ficar sentado. Sentado e deitado.

Sento diante da televisão, joystick (no meu tempo se falava assim) na mão e um bom jogo na bandeja do meu cacarejante Xisboca, em disputadas partidas contra seres virtuais e/ou reais, exercitando meu parco inglês e meu raciocínio lógico, pondo em prática as teorias de convívio social e vendo se posso aplicá-las ao universo online (não é o provedor). Deito na cama, controle do DVD numa mão e da TV noutra, e alimento minhas entranhas mentais com filmes e séries de qualidade, com roteiros sapientes e interpretações idem, que me proporcionam horas de prazer em minh´alma. Sento confortavelmente na minha cadeirinha de plástico, em frente ao monitor com todos os seus complementos habituais: teclado, CPU, camundongo e USB – passo horas googleando o mundo.

Eis o segredo para viver sem demência ou sentir nas costas o toque gelado dos dedinhos finos do Alzheimer, já que sentir o toque quente dos dedões grossos do proctologista é inevitável. Todos esses equipamentos, comigo sentadão/deitadão a manejá-los, de forma correta e constante, é o que me mantém, e ainda manterá, por muito tempo, com a mente sã e distante de qualquer andador de alumínio, por mais moderno e lustroso que ele seja. É a única solução, já que o corpo, essa carcaça onde minha mente se prende, já se desgastou faz tempo.

“O PSP vai matar o Ipod da Apple. A Sony quer desesperadamente dominar o mercado de download de músicas… então, quando eles colocarem um disco rígido no PSP – não “se”, mas “quando” – o Ipod enfrentará uma dura concorrência.” – Abril de 2005.

E lá se vão mais de 4 anos desde a frase dita por um dos altos executivos da Sony. De lá pra cá saiu Ipod 80GB, Ipod Touch e Iphone. E Aê Sony, cadê?

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E por falar na Sony, todo mundo sabe que ela é famosa por seus comerciais estranhos sobre a linha Playstation. Mas esse sobre o Play 3 Slim se superou no quesito bizarrice. Um console é arremessado a 80km/h em direção a uma Sony Bravia LCD 42”. Tudo isso pra demonstrar o… sei lá, o estrago que isso pode acontecer se o aparelho voar na sua direção, talvez?

Mais de 1/4 de século vivido, formado em publicidade e amante de games, música e pop!

Na estante

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