Sábado frio, dia de plantão, ninguém pra assistir Transformers… o jeito foi cancelar o cinema solitário e passar a tarde dormindo. Com o Itunes ligado, é claro.

Também foi dia de assistir Arquivo X. Isso me lembrou de Californication, nova série de David Duchovny, que nem estreou nos EUA e já estava na Internet. Fui conferir. E gostei do que vi. E muito.Californication é uma série adulta. Não só pela quantidade de cenas de sexo que povoam o primeiro episódio, mas também pelos diálogos cheio de palavras bonitas, como “fodido”, “buceta”, “porra” e outras palavras que se ensinam nas escolas. Não é a toa que a série já é conhecida pelos viciados em downloads como Sex Files ou Arquivo XXX.

Assim como vários atores que ficaram famosos por um papel que durou anos, David Duchovny volta à TV com um personagem que em nada lembra o do agente do FBI que acreditava em aliens, e sua atuação é um dos pontos altos da série.

É para ser uma espécie de comédia, acho, mas uma comédia triste. Duchovny assume com propriedade o papel do anti-herói Hank Moddy, um escritor de um hit só – um livro chamado Deus Odeia a Todos Nós, que virou um filme protagonizado por Tom (Cruise) e Kate (Holmes) e que ele odeia,

Sem falar que, numa cena no cinema, Hank toma uma atitude que 10 entre 10 pessoas gostariam de ter quando alguém atende um celular, mas não tem coragem de fazer. Hank até faz isso porque, segundo o personagem, não tem mais nada a perder mesmo.

Não tem como não dar risada da cara dele nos momentos engraçados do episódio, me fazendo lembrar da cara de Fox Mulder nos episódios mais engraçados de Arquivo X. Além de ser tão ou até mais mau humorado que House algumas vezes, não tem como eu não me identificar com Hank, tendo uma vida tão ou até mais fodida quanto a minha.

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