“Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, amém!”

Dessa vez a oração não deu certo.

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Licença pr Casar é, na minha opinião, o pior filme que assisti no ano.

Tá bom, na minha vida.

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Imagine a cena: você acorda em pleno feriadão ás 4 da manhã pra ir trabalhar. Como os horários dos ônibus mudam nesses dias, você decide ir a pé até a estação. Percurso igual a esse somente o de Santiago de Compostela. No caminho você encontra vários maloqueiros voltando dos barzinhos da cidade (Sim, minha cidade também tem os seus), até chegar na estação.

Seria mais um dia normal, se não fosse o que ocorreu hoje. Assim que entrei no trem, resolvi procurar um lugar pra sentar. Fui andando pelos vagões até encontrar um típico malaco dormindo deitado no banco, ocupando uns cinco lugares. Camiseta do Tupac, cheio de correntes no pescoço, lenços, touca e boné na cabeça. Uma amostra da nata da periferia.

Resolvi chegar e pedir espaço pra sentar. Não sei porque fiz isso, mas parece mesmo que fiz isso já sabendo a resposta que ele daria, e o que eu faria se ele me desse tal resposta. Foi o que aconteceu. No auto falante o maquinista (operador, piloto, motorista, sei lá) anuncia a próxima estação. O trem começa a diminuir a velocidade.

-Cara, tem como você chegar pra lá e me dar um espaço pra sentar?
-Ê mano, vai se foder, deixa eu dormir em paz!

O sangue ferveu. Era a deixa que eu esperava. Fechei a mão. Foram apenas cinco. Não esperei nem ele levantar. Dois bem no nariz e três nas têmporas. Quando o trem abre a porta, agarro o meliante e arrasto pra fora, com o nariz melado de sangue e catarro, com as tiazinhas do vagão berrando em som Double Surround 5.1 “Pára moço, não faz isso com ele não!”.

Pra não falar que sai ileso, recebo um chute na perna e um murro no peito. Golpes que uma criança de cinco anos fariam com mais força. Quase me fez cócegas. Jogo o infeliz pra fora, que sai rolando pela plataforma como um monte de merda. O trem fecha as portas e se põe em movimento.

Vou pro lugar onde o cara tava deitado e me sento. Todos olham pra mim como se eu fosse o diabo em pessoa. Talvez eu seja mesmo. Minha mão esquerda começa a tremer e só depois eu pensei na merda que tinha feito. Mas aí já era tarde demais.

Pode me chamar de monstro, ignorante, estúpido, bruto ou selvagem. Não me importo. Se você estivesse no mesmo lugar e passasse pelo o que estou passando ultimamente, faria o mesmo.

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Vídeo Game Live. Eu vou.

Já comprei meu ingresso. Agora só se uma bomba nuclear explodir é que eu perco esse show.

Ou se o feinho do trem me encontrar antes.

Prefiro a bomba.

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Na boa, até hoje eu nunca pensava que mulher sofria tanto nesse quesito. Eu pensava que bastava um prestobarba que já tava pronto, agora descubro que o buraco é, literalmente, bem mais embaixo.

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