Falta de criatividade é uma merda.

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Então vamos falar de Lost. A pior coisa é quando você, fã de Lost, só descobre o sentido de um episódio quando lê algo na internet sobre ele. E daí fica se remoendo por não ter descoberto aquilo antes. Uatafóqui is goin on?

E o último episódio então? A série me fez ser exigente, agora aguenta. Porque saber que Michael era o espião de Ben no cargueiro da Naomi, saber que ele destruiu o rádio e fez o motor quebrar, a gente já sabia. Santa internet, Batman!

Esperava saber, por exemplo, como diabos o pai do Cirilo conseguiu chegar até Nova York com seu barquinho. Era o mínimo que eu pedia. Mas não, essa vai para a lista de mistérios infinitos que um dia terão resposta. Ou não.

Mas agora vem cá. Como o Michael entrou nos EUA? Por que ele, cheio de peso na consciência como estava, não procurou as autoridades para dizer “oi, sou sobrevivente do vôo 815, fulano, beltrano e cicrano sobreviveram, estão vivendo numa ilha, por favor vão procurá-los”. Por quê?

Claro que foi legal saber que a Ilha não vai deixar o Michael se matar enquanto ele não cumprir sua “missão” ou sei lá o quê. A Ilha tem poder, amém. Mas foi demais (no mau sentido) saber que o falecido Tom saía da ilha quando ele queria e ainda tinha um namorado em Manhattan. O que isso adicionou à trama? Mas numa escala de 0 a 10, dou 6 pro episódio.

E tudo indica que a luta final será entre Benjamim Linus X Charles Wildmore.

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Faz tempo que eu não posto uma tirinha de série né?

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Falta de criatividade dá nisso: ficar estragando a surpresa dos outros.