Vida de solteiro não é fácil. Além do maior problema que é a falta de mulher, ainda é preciso preencher o vácuo que é ficar a noite em casa. Não que esse seja o meu problema, claro.

No videogame, após sobreviver a Half Life 2 e seus Episódios 1 e 2, alterno agora entre as palhetadas em Guitar Hero 3 e Rock Band com os tirombaços de Bioshock. No Pc a coisa anda boa também, com Doom 3 e sua expansão, Ressurection of Evil, me dando bons motivos pra comprar um fraldão geriátrico. Mas uma dúvida persiste: você é um soldado super treinado, capaz de matar hordas de inimigos, mas não consegue segurar uma lanterna e uma arma ao mesmo tempo? Esse problema foi resolvido com Quake 4 (não é o jogo da aveia), que é parecido com Doom 3, só que se passa de dia. E com a lanterna e outra arma ao mesmo tempo.

Mas o melhor é Crysis, também conhecido carinhosamente de “estupro tecnológico”. O jogo já te dá medo na hora de instalá-lo: você começa a imaginar se seu computador poderá rodá-lo, já que nem o todo-poderoso Playstation 3 tem capacidade para tanto. No meu caso dá pra rodar na resolução mínima, e daí todo mundo fica feliz.

Na TV ta tudo bem, obrigado. Após acabar a 2ª temporada de Will & Grace, parto agora para a 3ª temporada de The 4400, comprada há uns dois meses atrás. No quesito séries-baixadas-pela-internet, a dona da vez é Jericho, após uma sensacional 1ª temporada de House.

Me recuso a falar como vai meu estoque de filmes. Quem conhece sabe.

Na estante a coisa anda mais calma. Após terminar Eu Sou o Livreiro de Kabul, vou agora de Ramsés Vol. 3 – A Batalha de Kadesh, uma série de livros que conheci em 2000. Se continuar nesse ritmo, acabo de ler os 5 livros da biografia do faraó mais fodão do Egito lá pra 2015.

Será que quero sair dessa vida? Sei não.

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Você saque que está vendo muito House quando:

Não acredita no diagnóstico de seu médico: É apenas uma gripe, doutor? Nada disso. Tenho certeza que é aquela infecção que ataca o cérebro, ou então, uma doença auto-imune que está aos poucos destruindo meu organismo.

Perde o amigo mas não perde a piada: Depois de rir com tantas piadinhas ofensivas de House, você se pega zoando seus amigos sem o menor pudor. Com tanto sarcasmo vindo à tona, ninguém é perdoado.

Desobedece as regras sem nenhum arrependimento: Se você acha que está certo, então foda-se o resto. Inspirando-se no comportamento de House, não existem leis, normas ou códigos de ética que impeçam você de conseguir o que quer.

Acha que Hugh Laurie é o ator mais fodão do mundo: Porra, o cara é inglês e faz um sotaque americano tão perfeito que muitos americanos nem imaginam que ele é da terra da Rainha. Graças a sua atuação incrível, quem acompanha House torce para Hugh Laurie levar todos os prêmios possíveis e imagináveis.

Arruma seu próprio Wilson: Como House, você tem aquele único amigo que atura sua arrogância, te dá conselhos que você nunca ouve e ainda é capaz de te emprestar aquela grana. E claro, você não dá o mínimo valor para ele.

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E por falar em House, alguém aí duvida que Three Stories seja o melhor episódio da 1ª temporada?

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Meu lema no serviço agora é “quem com patada pergunta, com parada será respondido”.