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“Acho que você poderia encarar como amargura, se quisesse. Eu não me acho amargo, mas me decepcionei comigo mesmo; achava que ia terminar valendo um pouco mais do que isto, e talvez essa decepção acabe aparecendo de forma toda errada. Não é só o trabalho; não é só a coisa de ter trinta e cinco anos e ser solteiro, embora nada disso ajude. É… ah, não sei. Você já viu um retrato seu de quando era criança? Ou retrato de pessoas famosas quando eram crianças? Tenho a impressão de que eles podem nos tornar alegres ou tristes. Existe um retrato lindo de Paul McCartney quando garotinho, e, da primeira vez que o vi, fez com que eu me sentisse bem: todo aquele talento, todo aquele dinheiro, todos aqueles anos de domesticidade abençoada, um casamento sólido feito rocha e filhos lindos, e ele não sabe de nada ainda. Mas existem também os outros – JFK e todas as mortes e cagadas do rock, as pessoas que enlouqueceram, pessoas que saíram dos trilhos, pessoas que assassinaram, que fizeram sofrer a si ou aos outros de formas por demais numerosas para serem mencionadas – e você pensa, não dê mais um passo! Isso é o máximo que você vai conseguir!

A partir de dois anos para cá, as minhas fotos de quando eu era criança, aquelas que eu nunca queria que minhas antigas namoradas vissem… bem, começaram a me dar uma agonia leve, algo como – não exatamente infelicidade, mas uma espécie discreta e profunda de arrependimento. Há uma em que estou de chapéu de caubói, apontando uma arma para a câmera tentando parecer um caubói sem conseguir, e hoje em dia eu quase não consigo mais olhar para ela. Laura a achava doce (ela usou essa palavra! Doce, o oposto de azedo!) e a pendurou na cozinha, mas agora coloquei-a de volta na gaveta. Fico querendo pedir desculpas para o sujeitinho: “desculpe, eu decepcionei você. Eu era a pessoa que deveria tomar conta de você, mas fiz uma cagada: tomei decisões erradas em momentos ruins e transformei você em mim.”

Veja bem, ele teria querido ver a banda de Barry; ele não teria se preocupado com o jeans de Ian ou com a caneta-lanterna de Penny (ele teria adorado a caneta-lanterna de Penny) ou com as viagens de Charlie aos States. Ele não teria compreendido, na verdade, porque eu criticava tanto eles. Se ele pudesse estar aqui agora, se pudesse pular daquela foto e para dentro desta loja, ele sairia correndo porta afora e de volta a 1967 o mais rápido possível que suas pernas pequenas pudessem carregá-lo.”

Alta Fidelidade, pg 167
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Que Darth Vader tem muitas qualidades, isso todo mundo sabe. Mas eu não imaginava que senso de humor seria uma delas.

Trabalhar de domingo já é um saco, mas imagina você pegar um trem cheio de viado? Tá, é dia da Parada Gay, então a viadagem da região fica toda ouriçada e vai fazendo zona a viagem toda. Pior que um trem cheio de coquinhos, só um trem cheio de coquinho viados. Vendo esse pessoal chego a seguinte conclusão: viados se vestem igual mulher, e mulher se veste igual a puta – não todas, claro, mas pelo menos as que estavam indo pra Parada. E no meio dessa merda toda ta eu, indo trabalhar.

Está escrito na Bíblia: se estais no Inferno, então abraçais o Capeta. Passo então a procurar algum casal de lésbicas gostosas se comendo no vagão. Penso naquelas delícias de atrizes pornô que ficam se lambendo e se chupando por horas a fio, daí descubro, da pior maneira possível, que a vida não imita a arte.

O que vejo são sapatas coquinhas, gordas e cheia de pelancas, de mãos dadas pelo vagão, brochando toda e qualquer fantasia que se formava na minha mente suja e que me faz pensar “elas são feias pra caralho, por isso nenhum cara ficaria com elas”. É justo.

Depois dessa epopéia, com o iPod com o som no talo e lendo uma revista de videogame, chego no banco que nem parece banco (atrasado, mas isso não importa). Na volta, peço a Deus pra não ter que encontrar com aquela viadagem toda de novo. Daí lembro que não acredito em Deus, e não dá outra: volto pra casa num trem cheio de viado.

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Se há uma coisa que gosto de fazer se vou trabalhar num feriado prolongado, é ler. Passo numa banca de jornal e saio de lá com a EGM Brasil, a Revista Oficial do Xbox e a Gamemaster.

Leitura de qualidade que vai me entreter durante todo o feriadão e, conseqüentemente, todo o mês.

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Acabei apelando. O bolso falou mais alto dessa vez. Resolvi baixar Homem de Ferro e o novo filme do Indiana Jones.

Pesquisando mais no site, vi que tem filmes que eu nem sabia que dava pra assistir, como Diary of the Dead (o novo de George A. Romero) e também classicaços da Sessão da Tarde, como Conta Comigo.

Mas não posso viciar. Não construí um império de mais de 300 DVDs originais pra depois jogar tudo pro alto em nome da pirataria.

Não dá mais pra evitar. O sangue ferve, então chega uma hora que você não tem mais controle sobre si. Imagine uma locomotiva com quase 2 metros e 100 quilos, arrastando um coquinho pelo pescoço, de uma ponta à outra de um vagão lotado de gente perplexa.

Não vou mentir. Bati e apanhei. Levei um shoryuken no nariz que me fez ver estrelas, mas acho que no final das contas levei a melhor, pois eu fiquei de pé. Ele não.

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Os acontecimentos de hoje me levaram a considerar seriamente procurar ajuda profissional.

Ahá! Pegadinha do Mallandro!

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São esses e outros motivos que me obrigam a comprar um carro quase que exclusivamente para ir trabalhar.

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Parece até mentira que isso possa ter acontecido depois de um ótimo fim de semana, com muita festa, bebida, conhecendo gente interessante e muito videogame.

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Não vou falar mais nisso. Aliás, alguém aí já viu o último episódio de Lost?

Eu já. E ainda não consegui colocar o queixo no lugar.

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Quem promete cumpre. Alguém aí sabe onde posso arranjar Scrubs para baixar?

Nunca investi tanto num videogame quanto agora. A ultima vez que gastei com um videogame foi na época do Nintendo 64, em que pagava uma fortuna por jogos originais. Depois veio o Dreamcast, em que investi em alguns controles (viva o multiplayer), mas quando cheguei na era do Playstation 2, aí a coisa escambou de vez. Jogos? Só pirata. Acessórios? Um memory card e olhe lá.

A coisa mudou quando comprei o Xbox 360. A primeira vez que gastei com ele nem tem nada a ver com os jogos, tampouco acessórios. Mas pense comigo: do que adianta ter um puta videogame, com jogos em alta definição, se você só pode jogar naquela sua televisãozinha mono vagabunda de 20 polegadas? Então o primeiro investimento foi numa TV de LCD básica, que me mata de orgulho sempre que tem visita aqui em casa.

Aí outra coisa me fez abrir a carteira, chamada Xbox Live. Bill Gates é esperto, por isso que ele tem grana e eu não. Só ele pra te dar um mundo de diversão online de graça por um mês e depois, quando você já viciou na coisa, ele te mete a faca. Lá se vão, a cada 3 meses, meu rico dinheirinho para renovar a minha assinatura da rede online de jogos.

Pensei que iria parar por aí, até que descobri Rock Band e seu incomparável multiplayer (desculpa Guitar Hero, mas essa você perdeu). Nada mais legal do que alguém tocar guitarra, baixo, bateria e cantar durante um jogo. Mas nessa eu consegui me controlar e não torrei mais de mil pilas no kit original do jogo, e acabei me contentando comprando o acessório original da franquia concorrente, que serve também no Rock Band. Só eu que vou jogar mesmo.

Agora descobri outro jeito de jogar dinheiro fora: comprando músicas pra jogar/tocar no maldito Rock Band. Em um acesso de fúria descontrolada, resolvi baixar as seguintes músicas:

Weezer – Buddy Holly
Kiss – Calling Dr. Love
The Clash – Complete Control
The Clash – I Fought the Law
The Clash – train in Vain (Stand by me)
All American Reject – Dirty Little Secret
Oasis – Don´t Look Back in Anger
Oasis – Wonderwall
Oasis – Live Forever
Creedence – Fortunately Son
Blondie – Hanging on the Telephone
Boston – More than a Felling
The Knack – My Sharona
The B52´s – Roam
Ramones – Rockaway Beach
Ramones – Teenage Lobotomy
The Sounds – Song with a Mission

Agora faça um cálculo rápido: 17 músicas a US$ 2 cada, e convertidos ao câmbio de sexta feira passada. Daí você chaga a conclusão de que videogame não é mais coisa de criança, pois não há criança no mundo que consiga bancar uma coisa dessas.

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Há alguns anos, se você gostava de alguém, você comprava um cd, uma caixa de bombons ou talvez uma blusa nova para ela.

Só uma besta baixaria músicas que ela gosta pra depois ficar tocando na sua guitarrinha de plástico e pensando nela. Não que essa besta seria eu, mas é que eu adoro Oasis, Weezer e bifecomchuchu. Juro.

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Depois de uma ressaca daquelas na festa da noite passada, descobri minha função nesses tipos de reuniões sociais que eu fujo tanto. Barman. Um barman muito bom, por sinal.

Quer me ver feliz numa festa dessas? Me arranje um liquidificador, vinho, abacaxis, leite condensado, vodka, limões, açúcar e o que estiver a mão. Depois de horas na cozinha (e com vários litros de álcool no sangue) eu já fazia mágica misturando tudo que aparecia pela frente, sempre dando certo, fazendo a cozinha ser o lugar mais agitado da festa.

Você tá tomando café com seus amigos no trabalho, daí vem aquela pessoa, carinhosamente apelidada de Joselito Sem Noção, e joga um salgadinho no seu café.

Você, puto da vida, começa a pensar numa forma de se vingar. Então pega o pacote de salgadinhos e derrama todo o seu café dentro, emendando um “agora come essa porra!”

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Na volta pra casa, num animado papo sobre leitura, o mesmo ser pensante (?) acima começa a rir do meu livro do Harry Potter. Eu, mais puto do que nunca, pergunto quantos livros ele leu esse ano. Ofendido, ele manda como resposta um “não leio coisas idiotas”.

Pergunto então quantos livros não-idiotas ele leu nesse ano e, também, no ano passado, daí percebo que toquei na ferida de qualquer coquinho ao receber uma resposta típica deles. “Não te interessa”, foi o que ouvi. Digo então que ele não vai morrer se me falar a quantidade de livros. Um silêncio toma conta do assunto. “Eu já imaginava”, falei.

Particularmente eu esperava ouvir um “pelo menos eu já li a Bíblia”, só pra eu lembrá-lo que não estávamos falando de livros idiotas. Resolvi ficar quieto, pois falar isso pra um crente é sinônimo de encheção de saco a viagem inteira. Como dizia Chico Xavier: praga de puta e de crente é foda.

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Assim que acabar Harry Potter e Alta Fidelidade, já escolhi os próximos livros que farão parte da minha estante.

Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago, Harry Potter e a Câmara Secreta, daquela escritora podre de rica e Ramsés Vol. IV: A Dama de Abul Simbel, de Crhistian Jacq já tem data marcada para a compra: 25/05. Até lá eu já termino os últimos livros que comprei.

Imagine um jogo de tiro. Todo jogo desse tipo que se preze tem que ter armas (lógico), mas quanto elas acabam você tem que partir pro mano a mano. Condemned 2, jogão pro 360 que comprei ontem, é o contrário. Você acaba com os inimigos na porrada, e dificilmente consegue uma arma que preste.

E essa é a parte legal. Nunca foi tão bom socar alguém antes. Você interpreta um ex policial que sofre de alucinações e que tem que resolver um assassinato pra lá de cabeludo. Aí é que ta a graça do jogo: você combate os inimigos normalmente, na base da porrada, mas quando você começa a sofrer alucinações, além de ficar todo cagado de medo (meu caso), e luta contra bandidos com cara de porco e de palhaço, em ambientes tão sujos que dá até nojo de ficar andando pelo cenário.

Já na parte investigativa, quando você acha um cadáver, o jogo parece um episódio de CSI. Você tira fotos, examina o cadáver, tira amostras de sangue e procura pistas e provas pelo cenário pra descobrir de que forma e porque a pessoa morreu. E os crimes são mais escabrosos do que nunca. Rituais satânicos, pentagramas e velas estão em quase todas as cenas do crime, aumentando o cagaço de jogar.

Toda sua atuação como detetive é pontuada e questionada, e quanto mais rápido você resolver um caso, mais fácil fica de se conseguir as tão famigeradas Conquistas. Esse desafio extra é tão legal que poderia ser a base de um jogo inteiro inspirado em investigação forense.

Numa escala tosca, o primeiro Condemned era um jogo pra meter medo na sua namorada e mostrar como você era machão. Já nessa seqüência, ela vai pensar que você é algum maluco que cultua o profano.

Resumindo
O que é: um jogo pra dar medo nos caras mais barbados.

Com o que se parece: com a primeira vez que você sentiu medo. Lembra um pouco de F.E.A.R. também, nas aparições de fantasmas e alucinações.

Pra quem é indicado: pra quem tem um estoque de fraldão geriátrico.

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Não foi um ataque de violência igual ao último que tive. Sabe aquela confusão quando um trem pára na estação, e os coquinhos ficam querendo entrar e sair do vagão todos juntos, e naquele empura-empurra você ta no meio?

Daí um carinha, dando uma de esperto, começa a dar cotoveladas pra poder sair do vagão. Lembra do antigo seriado do Hulk, quando o Bruce Banner ficava puto da vida? Então.

Foi coisa básica. Um super murro na nuca. Só. Havia um mar de coquinho que impediu um contato mais direto. Ao olhar pra trás vejo que o cara diz algo mas com Angela Gossow berrando no iPod, não pude ouvir nada.

Resolvo retribuir soltando um sonoro “macaco!” já dentro do trem que, percebendo depois, mais parecia um navio negreiro.

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Um amigo está descobrindo uma vantagem (se há uma mesmo) em ficar desempregado: passar os dias se acabando em séries. Em pouco tempo já devorou temporadas inteiras de House e Lost.

Eu, querendo ajudar, já estou copiando pra ele só coisa boa: Arquivo X e Band of Brothers são as primeiras da lista. Desse jeito nem dá vontade de procurar emprego. Trabalhar pra quê?

Além da video locadora, outra coisa que cresce muito é o meu acervo de livros. Os mais recentes foram Alta Fidelidade, do escritor pop Nick Hornby, e Harry Potter e a Pedra Filosofal, daquela escritora podre de rica.

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Essa é pra quem anda de trem. Posso falar o que eu quiser daqueles coquinhos que vendem todo o tipo de tralha nos vagões, mas uma coisa eu tenho que assumir: ô raça criativa. Pra te empurrar qualquer merda, eles inventam argumentos que, pra quem tem o mínimo de inteligência, sabe que é besteira pura. Resolvi separar alguns:

Venda sem prescrição médica: “Óia o Halls, alivia e refresca a garganta, ajuda contra o pigarro”. O que eles estão vendendo, uma balinha de cereja ou pastilhas Valda?

Ciência inexata: “Nova Tabuada 2008, mais atualizada e completa”. Quer dizer que a tabuada de 2007 não vale mais? O que mudou do ano passado pra cá? 7×8 agora dá um resultado diferente?

Produto genérico: “Óia o M&M baratinho e cocrante” Aí vai o coquinho todo feliz e compra, só pra descobrir que é uma imitação vagabunda do chocolate. Sabe quando você se refere a qualquer iogurte como Danone, e a qualquer lã de aço como sendo Bombril? Então. Vale também para aqueles que ficam vendendo chocolate com coco genérico, dizendo que é Prestígio.

Pega a muamba: Essa é a melhor. O coquinho entra e começa a anunciar a tranqueira. Depois ele fala em voz alta que “acabou de ver que os guardinha dos trem ta no vagão do lado” e pra não perder a mercadoria começa a baixar o preço pela metade. Coquinho (e os pobres em geral) não podem ouvir falar em desconto que já começa a avalanche. Não falha nunca.

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Essa fica pra outra vez, mas quem sabe me explicar por que os crentes, raça chata que só eles, tem o péssimo hábito de entrar nos vagões (tanto de trem como de metrô) pra ficar cantarolando e falando idiotices?

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“Me mata de vergonha” seria o que as pessoas diriam se vissem esse vídeo, com as queimadas de filme de muitos artistas. Tem de tudo, desde Brad Pitt num filme do Freddy Krugger até John Travolta num comercial de sabonete, passando por bizarrices como Keanu Reeves num comercial de sucrilhos.

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Pensava que era só com mulher que acontecia isso. Você se arruma todo pra sair, mas só descobre que não tava marcado nada a apenas algumas horas antes.

Fazendo um auto-diagnóstico, cheguei a conclusão que, para melhorar meu humor, preciso assistir mais séries de comédia.

House, Californication e Grey´s Anatomy não contam. Dramédia não vale. Falo de comédia de verdade, com direito a risadinha de fundo e o escambau.

Como não sobra grana pra uma 3ª temporada de Will & Grace e sabe-se lá Deus e o Diabo na Terra do Sol quando eu vou ter acesso à 4ª temporada de Seinfeld, resolvi apelar pra internet e baixar algumas séries que farão minhas noites mais felizes.

As escolhidas foram The Big Bang Theory, The Office e 30rd Rock, pois são as 3 que me vieram à mente no momento do diagnóstico, mas aceito sugestões.

Se você (assim como eu) tinha o costume doentio de jogar fliperama, sabe como era bom ter o seu nome em primeiro lugar no placar da máquina e ficava todo orgulhoso sabendo que ninguém conseguia bater o seu recorde. Mas também ficava desesperado ao saber que tinha neguinho que tirou o seu nome do hall da fama.

Há cerca de 10, 15 anos as revistas de videogame também tinham sua lista de recordes. Mensalmente recebiam centenas de cartas com fotos toscas e fora de foco de recordes de vários jogos. A qualidade da foto não importava, o que valia era saber quanto o sujeito havia feito de pontos para que você pudesse bater o recorde dele e ter os seus 15 minutos de fama. Eu mesmo já mandei várias fotos, tentando ter os meus 15 minutinhos, em vão.

Mas o tempo passa, o tempo voa. Os fliperamas quase estão extintos, sendo substituídos pelas lan houses e pelas maquininhas caça níqueis dos botecos. As revistas já não publicam as fotos, pois com a Internet cada vez mais acessível, não é mais necessário esperar um mês inteiro pra saber qual é o novo recorde a ser batido.

Mas uma coisa vos digo: uma vez jogador, sempre jogador. E, sendo jogador, nosso objetivo é sempre estar em busca do melhor placar. E cá entre nós, alguém dentro da Microsoft deve saber disso direitinho. Por certo foi algum nerd que mandava suas fotinhas que inventou os (já famosos) Achievements.

Também conhecidos como Conquistas, os Achievements são pontos que você ganha ao fazer determinada coisa num jogo, e não mais apenas simplesmente terminando-o, assim sem mais nem menos. A Microsoft permite que cada jogo tenha até 1000 pontos e os desenvolvedores do game escolhem como quiser distribuir esses pontos em suas Conquistas. Um exemplo: terminar um jogo no modo mais difícil sem morrer nenhuma vez já garante 100 pontinhos. Jogar Guitar Hero e conseguir 100% numa música no Expert, mais 50 pontinhos no ranking mundial. Jogue Call of Duty online e mate dois inimigos com um tiro só. Mas cinquentinha pra sua pontuação. Doideira? Mas aí é que ta a graça da coisa.

Mas também tem muito jogo que pisa na bola e põe objetivos idiotas (no mínimo) pra liberar as tão sonhadas conquistas. Talvez o jogo mais famoso seja Avatar: The Burning Earth, que libera os mil pontos em menos de 5 minutos de jogatina. O jogo é uma merda, mas tem muito doente que compra ele só pra conseguir essa pontuação. Eu sou um deles. Outro caso famoso é Guitar Hero 2: perca numa música no Easy e ganhe 5 pontinhos. Essa conquista eu também tenho, é claro.

E o melhor é poder conectar seu Xbox 360 na Internet e poder comparar suas Conquistas com outros jogadores, tudo em tempo real. Há até sites de games que tem áreas exclusivas para comparar as Conquistas e dar dicas de como conseguir habilitar as mais cabeludas, como o Gametags Brasil e o Portal Xbox Brasil. ambos criam até paginas individuais dos jogadores, mostrando quantas Conquistas foram liberadas nos últimos dias e qual é a pontuação individual de cada jogo, com direito a gráficos e comparação com os outros usuários

Mas a brincadeira chegou a tal ponto que tem gente que já perdeu a sanidade. Além do meu caso com Avatar, tem um carinha que criou até um blog, com o sugestivo nome de Gamescore Hunter (www.gamescorehunter.wordpress.com). O cara alucinou. Quando não está terminando um jogo (qualquer jogo) pra conseguir as malditas Conquistas, ele está acompanhando a pontuação da concorrência pelo computador, que mostra o placar em tempo real. Depois disso falam que sou eu o louco.

Se ficarem curiosos, essas são minhas páginas pessoais no Portal Xbox Brasil e Gametags Brasil, com minha pontuação e estatísticas das Conquistas habilitadas, caso alguém aí queira disputar pra ver quem tem o maior Gamescore. A moda é nova, mas a mentalidade competitiva é a mesma de muitos anos atrás. Como eu falei a pouco, nosso objetivo é sempre o melhor placar.

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E pensar que há um ano atrás eu tava desempregado. Agora sim, posso comemorar esse feriado.

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Essa aconteceu nos EUA. Durante uma mesa redonda no Fox News, chamada sugestivamente de “Se´Xbox”, a psicóloga Cooper Lawrence afirmou que Mass Effect (jogão pra Xbox360) possuía nudez frontal e cenas de sexo. Quando um entrevistador perguntou se ela já havia visto o jogo, que acabara de ser lançado, ela soltou um “não” sem pestanejar.

Fãs xiitas dos videogames entraram em lojas virtuais como o Amazon.com e negativaram todas as resenhas dos livros da moçoila, com comentários seguindo o estilo “nunca li, mas é um lixo”. Ciente da asneira, a mulher se desculpou publicamente depois de alguns dias. Vai mexer com nerd, vai, sua lesada.

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Ao som de uma música romântica, Mário, Donkey Kong, Yoshi e Pikachu passeavam animadamente. De repente o bigode senta a mão no Yoshi, e todo mundo sai na porrada.

Comercial antigo de videogame sempre foi meio bizarro, mas esse daqui você tem que conferir com seus próprios olhos.

Super Smash Bros. – N64

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Veja a evolução dos games, de 1972 até o ano passado, passando por mais de 110 jogos.

Mais de 1/4 de século vivido, formado em publicidade e amante de games, música e pop!

Na estante

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