Imagine um jogo de tiro. Todo jogo desse tipo que se preze tem que ter armas (lógico), mas quanto elas acabam você tem que partir pro mano a mano. Condemned 2, jogão pro 360 que comprei ontem, é o contrário. Você acaba com os inimigos na porrada, e dificilmente consegue uma arma que preste.

E essa é a parte legal. Nunca foi tão bom socar alguém antes. Você interpreta um ex policial que sofre de alucinações e que tem que resolver um assassinato pra lá de cabeludo. Aí é que ta a graça do jogo: você combate os inimigos normalmente, na base da porrada, mas quando você começa a sofrer alucinações, além de ficar todo cagado de medo (meu caso), e luta contra bandidos com cara de porco e de palhaço, em ambientes tão sujos que dá até nojo de ficar andando pelo cenário.

Já na parte investigativa, quando você acha um cadáver, o jogo parece um episódio de CSI. Você tira fotos, examina o cadáver, tira amostras de sangue e procura pistas e provas pelo cenário pra descobrir de que forma e porque a pessoa morreu. E os crimes são mais escabrosos do que nunca. Rituais satânicos, pentagramas e velas estão em quase todas as cenas do crime, aumentando o cagaço de jogar.

Toda sua atuação como detetive é pontuada e questionada, e quanto mais rápido você resolver um caso, mais fácil fica de se conseguir as tão famigeradas Conquistas. Esse desafio extra é tão legal que poderia ser a base de um jogo inteiro inspirado em investigação forense.

Numa escala tosca, o primeiro Condemned era um jogo pra meter medo na sua namorada e mostrar como você era machão. Já nessa seqüência, ela vai pensar que você é algum maluco que cultua o profano.

Resumindo
O que é: um jogo pra dar medo nos caras mais barbados.

Com o que se parece: com a primeira vez que você sentiu medo. Lembra um pouco de F.E.A.R. também, nas aparições de fantasmas e alucinações.

Pra quem é indicado: pra quem tem um estoque de fraldão geriátrico.

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Não foi um ataque de violência igual ao último que tive. Sabe aquela confusão quando um trem pára na estação, e os coquinhos ficam querendo entrar e sair do vagão todos juntos, e naquele empura-empurra você ta no meio?

Daí um carinha, dando uma de esperto, começa a dar cotoveladas pra poder sair do vagão. Lembra do antigo seriado do Hulk, quando o Bruce Banner ficava puto da vida? Então.

Foi coisa básica. Um super murro na nuca. Só. Havia um mar de coquinho que impediu um contato mais direto. Ao olhar pra trás vejo que o cara diz algo mas com Angela Gossow berrando no iPod, não pude ouvir nada.

Resolvo retribuir soltando um sonoro “macaco!” já dentro do trem que, percebendo depois, mais parecia um navio negreiro.

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Um amigo está descobrindo uma vantagem (se há uma mesmo) em ficar desempregado: passar os dias se acabando em séries. Em pouco tempo já devorou temporadas inteiras de House e Lost.

Eu, querendo ajudar, já estou copiando pra ele só coisa boa: Arquivo X e Band of Brothers são as primeiras da lista. Desse jeito nem dá vontade de procurar emprego. Trabalhar pra quê?