Quem me conhece sabe que tenho horror a contato humano, por menor que seja. Mas nem por isso deixo de freqüentar alguns eventos sociais. Pois bem.

 

Estava eu nesse final de semana em uma festa, sentado a grande parte do tempo com uma cerveja na mão (o que me fez lembrar do post abaixo), quando parei para pensar em algo muito estranho.

 

No meio da festa havia um grupo de sete, oito mulheres, com suas roupas apertadas, corpos torneados, deliciosamente bonitas, com seus seios balançando ao som de hinos de uma infância que não existe mais, tal como Xuxa (só os clássicos, por favor), Balão Mágico e Trem da Alegria. Não dá cinco minutos e essa cena se transforma em crianças de sete a dez anos, dançando funks com letras de duplo sentido e gosto duvidoso.

 

Sei que não sou assíduo freqüentador de festinhas animadas, que prefiro mil vezes a passar uma noite jogando Call of Duty 4 online do que conhecer gente nova, mas acho que há alguma coisa errada nas festas de hoje em dia.

 

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Era pra ser apenas uma passada rápida pelo bairro do Tatuapé, apenas para resolver uns assuntos junto com uns amigos de trabalho. Após isso era pra enfrentar uma sessão alone de Wall-E, nova animação da Pixar.

 

Não lembro como aconteceu, mas foi mais ou menos assim: durante um lanche nutritivo em uma barraca de cachorro quente, alguém sugeriu dar uma passada em uma lan house, para uma partidinha rápida de Counter Strike.

 

Sempre fui fã incondicional de jogos de tiro, mas nunca aprendi a gostar da combinação teclado+mouse. Pra mim tem que ser no controle, e sempre será assim, até que a morte os separe e amém. “Mas o que de mais poderia acontecer?”, pensei. No máximo, posso morrer algumas vezes, até pegar o jeito da coisa.

 

Quase quatro horas depois, em meio a palavrões em altos decibéis, headshots e momentos de morrer de rir, saio da lan house com um puta sorriso no rosto, e pensando em por que a hora não passa assim tão rápido no serviço.

 

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Pra quem gosta de uma boa leitura e também curte música de qualidade, já deve ter ouvido falar no site Mojo Books, que publica textos de fãs inspirados em grandes álbuns de ótimas bandas.

 

Um grande amigo meu, muito mais íntimo com as palavras do que eu, acaba de ter seu segundo trabalho divulgado pelo site. Vale dar uma conferida, clicando aqui.

 

Mais uma vez digo: alguma vez eu já recomendei algo que não fosse bom? (pergunta retórica)

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