Não foi o pior filme da minha vida. Mas também não seria daqueles filmes que eu levaria para uma ilha deserta. Mas a verdade é que faltou um “algo mais” no novo filme da saudosa série Arquivo X.

Não foi aquilo que eu esperava. Eu esperava algo do tipo final de temporada, pra gente ficar com o coração na boca e com o Galvão Bueno martelando na nossa cabeça “haaaaaaja coração!!!”. O que eu vi foi puxado mais para um episódio normal, daqueles que a gente assiste no meio da temporada e nem se preocupa se por acaso deixou de assisti-lo ou pegou o episódio pela metade.

Faltou feeling. Faltou relação com a série. O que vi foi apenas pequenas citações e referências passadas, coisa que só fã xiita perceberia. E faltou personagem. Faltou John Dogget e Mônica Reyes, e teve o Skinner que apareceu só no finalzinho, faltando uns 15 minutos de filme. E também senti falta dos Pistoleiros Solitários, do Mr. X, Alex Krycek, Diretor Kersh e até do Canceroso, todos que poderiam aparecer em flashbacks ou em um momento “I see dead people”, como no episódio final da série.

E a história então? Como já foi dito antes, não foi nenhum final de temporada, mas como o foco da série sempre foram os alienígenas, bem que poderia ser feito um filme com eles como tema, ainda mais se levarmos em consideração o episódio final da série, quando Mulder descobre a data exata da tão falada invasão, aquela que o Governo estaria escondendo da população. Seria legal ver a luta solitária de Mulder contra Deus e o mundo para evitar que isso acontecesse.

Mas não, o que eu vejo é uma história sem pé nem cabeça, em que um padre pedófilo tem visões a respeito de alguns desaparecimentos, até que descobrimos que os vilões são cientistas russos que seqüestram pessoas para criar um ser vivo com vários pedaços humanos (!!!), como um Frankestein moderno. No meio disso tem a Scully fazendo beicinho porque quer ajudar um paciente do hospital que ela trabalha e birrenta com o já citado padre pedófilo. E tem ela dando piti com o Mulder também.

Russos! A última vez em que os russos foram vilões no cinema foi em Rock IV (Ivan Drago, lembra?) e em Rambo III. Não tem uma coisa mais atual não? Até muçulmanos já estão fora de moda.

Se o ritmo continuar do jeito que está, daqui a uns 10 anos sai outro filme, e vamos ver onde essa merda vai dar.

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Férias chegando, participação nos lucros do banco que nem parece banco também. Isso pode significar dinheiro sobrando.

Alguém aí falou em tatuagem?