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Assistindo ao clássico O Massacre da Serra Elétrica, me deparei com a filosófica questão: por quê o filme tem esse nome, sendo que a tal serra em questão é movida a gasolina?

Quem joga games de terror sabe que mesmo as produções mais violentas tem um objetivo, uma história, um propósito para mostrar sangue e tripas (bem, talvez não Carmageddon, mas enfim…). E ainda assim, este recurso é utilizado para aumentar o suspense e também para reforçar a idéia de destruir o mal.

Agora imagine você em 1986, passando por um típico fliperama, pegar um punhado de fichas para jogar um game cuja único objetivo é ser o mais rápido em torturar pessoas (e ocasionalmente atirar em um mostro)?

Neste game quanto mais você fazer as vítimas sangrarem e perderem seus membros você ganha mais pontos e ainda existem algumas surpresas entre as quatro fases do jogo. Confiram abaixo um vídeo com um jogador detonando o game e me digam se não é a coisa mais insana que já viram.

Nas últimas semanas o mercado de games brasileiro recebeu uma grande notícia: a Ubisoft, gigante francesa famosa por jogos como Rayman, Assassin´s Creed e Splinter Cell abriu um estúdio de desenvolvimento de games na nossa pátria amada Brasil, mais precisamente na Av. Paulista. Com cerca de 20 funcionários, entre programadores e designers, a função do estúdio não é criar jogos inteiros (a princípio), mas desenvolver partes de vários jogos, junto com mais 26 estúdios da empresa espalhados por todo mundo. Um exemplo básico: em um jogo de corrida, talvez o estúdio brasileiro fique responsável pela criação de algumas pistas ou carros, pra se ter uma idéia.

Um pequeno passo para um homem, mas um gigantesco passo para a humanidade, já dizia Buzz Lightyear. A comunidade gamer deve bater palmas para a Ubisoft, pois é a segunda grande empresa do mercado de games a acreditar no Brasil (em quase 10 anos), onde 09 a cada 10 jogos vendidos é pirata.

O Brasil já é o maior criador de jogos para celular da América latina e as grandes universidades já começaram a vomitar os formandos dos cursos de criação e desing de jogos. Talvez esses sejam os principais motivos que levaram a Ubisoft a abrir um estúdio por aqui, não sei. O fato é que o Brasil já está no mapa mundi dos games há alguns anos. Tem o crescimento do mercado de games para celular (já citado), o lançamento nacional do Xbox 360 em 2007, coisa que não era vista por aqui desde o Nintendo 64, o aumento de jogos para computador traduzidos para o português e até a Eletronic Game Show, a feira badalada de games de 2004 e 2005, no melhor estilo da E3 (a antiga, por favor) e a inclusão do Brasil na turnê da Vídeo Games Live, já em sua 3ª passagem pelo país.

Imagine que isso é só o começo. Vamos avançar no tempo em, não sei, uns 15 anos. Até lá, com novas leis de incentivo fiscal e redução das taxas de importação de produtos de informática (um dos maiores vilões nacionais dos games), a Capcom, a Eletronic Arts e Activision, junto com uma porrada de outros desenvolvedores de games terão aberto estúdios no país. A Rockstar já teria criado mais um capítulo da sua franquia GTA, baseada na cidade mais inspiradora possível: o Rio de Janeiro. O programa software XNA, que a Microsoft disponibiliza gratuitamente para a criação de jogos para Xbox 360 (até lá será Xbox 720) seria matéria obrigatória no Ensino Médio e a Nintendo (novamente) e Sony deixariam de lado sua tradicional desconfiança oriental e abririam grandes fábricas na Zona Franca de Manaus, onde se montariam e embalariam seus consoles.

Isso sem falar na mão de obra especializada. Designers, programadores e os mais diversos artistas nacionais ficariam entre os mais qualificados e procurados numa indústria que movimenta mais que a indústria fonográfica e cinematográfica juntas, coisa que já acontece hoje.

Ah, e também teríamos um presidente que cresceu jogando Atari 2600 junto com seus irmãos nos anos 80.

Dr. House é um cara esperto. Com base na premissa de que todo mundo mente, ele é capaz de criar diagnósticos para as doenças mais cabeludas.

Todo mundo mente. Podemos conjugar o verbo mentir em todas as pessoas, do singular ao plural. Eu minto, tu mentes, eles mente e assim por diante. Sim, eu minto, assim como o fiel leitor também mente. E não minta dizendo que não mente.

Existem vários tipos de mentira, que vão desde a mais simples, do tipo “você está muito bonito esta noite” até as mais complicadas, como em alguma investigação criminal.

Sim, esse papo filosófico todo é só pra dizer que mentiram para mim, e eu peguei. Acredito que exista a mentira perfeita, aquela que nunca irão descobrir a verdade, nada mais que a verdade. Mas também existe o contrário, aquela mentira que conseguimos descobrir, rápido até demais. Essa é a pior das mentiras, não importa o grau de importância dela.

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Sabe aquele filme que você compra e só assiste muito tempo depois, e parece que assistiu na hora certa, naquele momento em que o filme ilustra o que está acontecendo na sua vida?

Assisti Closer ontem, depois de comprá-lo faz quase 6 meses. Conhece a história? Então.

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Se eu acreditasse em um deus, talvez ele me explicasse porque existem namoradas que insistem em ainda manter contatos e amizades com ex-namorados.

Depois de quase um ano, uma coincidência me fez assistir novamente a CSI Miami. Daí veio a dúvida: como agüentei ficar tanto tempo sem ouvir o grito de Roger Daltrey (Yeahhhhhhhhhhhhh!) e as frases de efeito de Horatio Caine?

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Sim, após uma semana dirigindo pra cima e pra baixo sem habilitação e quase ter cagado nas calças perante um bloqueio da polícia, finalmente chegou a minha licença para matar.

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Férias. Época de colocar sua vida em dia. A saber:

*Assistir a 7ª temporada de Smallville, a 2ª de Dexter, a 1ª e 2ª de Oz, a 3ª de 24 Horas, a 2ª de House e a 4ª de The 4400. Tudo isso em 30 dias.

*Jogar muito videogame e conseguir algumas conquistas deixadas pra trás em cerca de 30 jogos.

*Baixar bandas novas já pra bombar no som do carro.

*Comprar um som pro carro.

*Terminar de ler o livro do Harry Potter.

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E começou hoje o horário político. Hora de sentar no sofá e rachar o bico com os candidatos mais bizarros que existem. Só no primeiro dia teve de tudo um pouco: palhaço, traveco, gente que mal sabe ler o teleprompter e a viúva do Enéias.

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É incrível que quando você pensa que tal pessoa já saiu da sua vida, de repente ela dá de cara com você.

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Tá. Andei meio sumido e sem muito assunto. Mas não há muito do que se falar quando se fica trancado o dia inteiro no quarto jogando videogame.

Se quiser ler algo interessante, eu indico esse lugar aqui ó.

Venho por meio desta comunicar-lhes que, a partir de hoje, esse espaço virtual será editado pelo dono de um veículo Volkswagen Saveiro 04/05, Flex, cor prata, 1.6 com motor flex.

Peço a todos que mantenham a calma, pois isso de nada influenciará nos posts escritos e nem na quantidade de merda produzida, pois o veículo será usado apenas para ir jogar videogame na casa de amigos, ir trabalhar nos finais de semana, buscar e levar a namorada em sua casa e em eventuais passeios e viagens.

A opção por um veículo para apenas 2 passageiros é óbvia para quem conhece este que vos fala. Depois de anos a fim andando de ônibus pra lá e pra cá, é certo dizer que este feliz comprador deveria escolher um carro que coubesse a menor quantidade de pessoas possível. Caso amigos, parentes e afins insistam, fico feliz em informar que a caçamba do veículo estará sempre a disposição dos mesmos.

Quanto a parte financeira, segundo cálculos gerados pela cúpula de acionistas e diretores mantenedores do blog, fica decidido que o presidente da Fase Bônus Empreendimentos Inc. deverá se submeter a sérias restrições orçamentárias, reduzindo ao máximo os gastos com DVDs e jogos. O presidente se reserva ao direito de cobrar de seus leitores pelo acesso ao blog, mas isso ainda é um projeto que será levado a cúpula em breve.

Sem mais,

Cae Skywalker
Presidente, CEO e Deus desse espaço virtual.

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E quem diria que um dia eu estaria ouvindo metal cristão? Tirando as letras, é uma ótima banda. Recomendo!

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Tá certo, nem que eu deixe de pagar uma parcela do carro, mas eu ainda compro esses filmes.

Bibleman Versus Doubt

Depois de quatro horas de espera, entro no carro e dou de cara com Darth Vader em pessoa. O fiscal do Detran me dá um bom dia seco, quase dá pra ouvir a respiração asmática e mecânica do vilão de Star Wars. Na mesma hora que sento no carro me dá uma vontade tremenda de cagar, e sinto a merda batendo na entrada do cu.

Dou uma travada no rabo, ajeito o retrovisor, banco, cinto de segurança. Embreagem, primeira marcha, seta pra esquerda, freio de mão, tira o pé da embreagem, acelero. A cinqüenta metros, hora da baliza. Tiro de letra. “O medo leva ao lado negro da Força”, já dizia Mestre Yoda. Entre setas e paradas obrigatórias é hora de sair numa subida.

Paro o carro. Embreagem, ponto morto, freio de mão. “Pode sair” fala Darth Vader. Seta pra esquerda, embreagem, primeira marcha, tira o pé da embreagem de leve, o carro dá uma levantada, acelera, freio de mão, o carro desce um pouco e sobe com um tranco brusco.

“Caralho, porra, buceta, tomá no cu seu viado!” penso, enquanto falo um palavrão cabeludo em voz baixa. Continuo o trajeto sem mais delongas. Seta pra lá, seta pra cá, e entre embreagens e trocas de marcha, encosto o carro.

“Tudo bem, parabéns”, diz Vader. Pronto, agora só falta um carro.

A idéia era fazer um post comentando cada banda, mas vamos simplificar. Abaixo, as mais tocadas/jogadas em Rock Band. Clicando no nome das músicas tem clipezinho e o caralho.

Paramore – Crush crush crush

Juli – Perfekte welle

Blondie – Call Me

Pixies – Here Comes Your Man

Smashing Pumkins – Zero

Ah, as férias. Faltam menos de dez dias. Férias no inverno. Será a primeira vez.

Inverno. Para as pessoas com medo de vento, que se resguardam no cobertor com um copo de chocolate quente e biscoitos da vovó, essa é a época ideal para tirar férias. Mas para pessoas normais como nós – que possuímos guitarras de plástico – férias só possuem um objetivo: aprimorar suas técnicas na milenar arte de apertar botões.

Por isso desde já estou me abastecendo de jogos para passar 30 dias em casa, trancafiado num quarto escuro e mal ventilado, só com a nata da indústria eletrônica, o crême de la crême.

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Também é uma boa época pra assistir aqueles DVDs que você comprou a meses e ainda não teve tempo pra assistir. E botar as séries que você acompanha via Rapidshare em dia também.

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Êta povo chato. “Vai viajar!”, o fiel leitor deve estar pensando aí com seus botões. Explico: a grana das férias do banco nem parece banco já tem um destino definido. Dica: tem quatro rodas e é um monstro que bebe gasolina.

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A primeira vez que pus a mão nesse jogo foi em 2001, pro finado Dreamcast. Me dava bem jogando sozinho, mas apanhava pra valer no modo Versus.

Passei direto pela seqüência e só fui jogar a terceira versão do jogo, já pro Play 2. E continuava apanhando muito.

Agora, já na sua quarta versão, num mundo onde jogar online faz parte do alfabeto de qualquer jogador, algo ainda me persegue: continuo apanhando pra vale em Soul Calibur, agora tanto no Versus quanto jogando contra alguém do outro lado do mundo.

É a vida. Um dia você perde. No outro também.

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Passada a moda de baixar músicas pra tocar/jogar no videogame, descobri outra forma de deixar Bill Gates mais rico do que ele já é.

O negócio se chama Xbox Live Arcade e consiste num serviço de download (pago, é claro) de jogos que foram clássicos dos fliperamas e de outros consoles, além de jogos mais casuais, e não por isso menos viciantes.

Na Live você encontra desde aquele clássico das Tartarugas Ninjas de 1989, no melhor estilo Final Fight e Street of Rage, até Castlevania: Simphony of the Night, um dos melhores jogos do Playstation, passando por Sonic, Golden Axe e Mortal Kombat. Vários jogos que marcaram sua infância com certeza estão lá, por um precinho camarada.

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Agora me fala: do que adianta comprar jogos, instalar outros no computador e baixar joguinhos viciantes da Live se eu não paro de jogar Rock Band?

Mais de 1/4 de século vivido, formado em publicidade e amante de games, música e pop!

Na estante

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