Há alguns meses eu descobri uma função que não conhecia das Conquistas: a social. São aquelas desbloqueadas somente em modo online e tal, o que evidencia que você precisa interagir com alguém, sair do casulo, deixar a timidez de lado, esse tipo de coisa. É anti social? Veja só que ótima oportunidade para treinar a convivência. Ainda mais com desconhecidos, porque considerando a minha lista de “amigos” na Xbox Live, eu só conheço realmente uma pessoa, que é um dos meus melhores amigos. O restante, exatos 43, não sei nem o nome.

A questão é o valor social das Conquistas. Estava eu lá em Fable 2, literalmente caçando Conquistas, quando pipoca uma mensagem na minha tela, de um cara me chamando para jogar com ele. Eu já não tinha mais nada pra fazer, então resolvi aceitar o convite e ver no que iria dar.

A brincadeira durou cerca de duas horas e rendeu algumas dezenas de pontos. Ensinei a ele a embebedar os moradores e a bater nas prostitutas, fizemos alguns gestos unidos e depois cada um foi pro seu canto, feliz da vida.

Bem verdade que não trocamos uma palavra sequer. O máximo que foram algumas mensagens monossilábicas, suficientes para alinhar e coordenar nossas ações. Simples mais eficiente.

Por curiosidade, resolvi dar uma passada no fórum do site Portal Xbox pra saber como o pessoal se lida com esse entra e sai rapidinho pelas Conquistas. A resposta era óbvia e o atrasado sou eu: tem gente se oferecendo para ajudar os conquistadores solitários a pegar essa ou aquela conquista no modo cooperativo online. De graça, puramente altruístas.

Após um grande amigo finalmente criar vergonha na cara e começar a jogar online, passamos as noites (re)jogando nossos títulos, agora em modo cooperativo e em dificuldades absurdas, tudo pelas malditas Conquistas. Porque você deve matar seu amigo, se ambos podem juntar forças e chutar a bunda de algum alienígena? Essa é a graça da jogatina cooperativa.

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