O livro da vez é Sombras da Noite, de Stephen King. O livro reúne 20 contos escritos pelo mestre entre 1976 e 1978, relatos de acontecimentos bizarros e atos impensáveis, que só podem ter surgido daquela região crepuscular da mente do maior escritor de terror e suspense do mundo.

Os cenários dos contos são os mais comuns possíveis e acima de qualquer suspeita: uma escola, uma fábrica, uma lanchonete, uma lavanderia, um milharal e um casarão. O problema é que na mente distorcida do escritor, qualquer lugar pode servir como território sobrenatural. Isso que dá medo.

Muitos desses contos viraram filmes conhecidos (ou não): Caminhões, Colheita Maldita, O Passageiro do Futuro, Mangler: O Grito de Terror, A Criatura do Cemitério e As Vezes Eles Voltam foram os filmes que me vieram à mente, com ajuda do Google, é claro.

Sem falar em alguns contos que me fizeram morrer de medo, como Jerusalem´s Lot e outros que me fizeram viajar em como seria o fim do mundo por uma doença misteriosa, como em Ondas Noturnas. Stephen King é mestre em escrever livros que funcionam como remédio pra prisão de ventre: É só você ler que já começa a se cagar todo.

Outra coisa é o Prefácio do livro. Todo livro que compro eu leio do começo ao fim, desde a introdução, passando pelo prefácio, pósfácio, notas da tradução, apêndices, tudo. São ótimas oportunidades de saber sobre o autor e a história que ele conta, suas motivações e tudo o mais. O prefácio de Sombras da Noite é quase um 21º conto e fala principalmente sobre o porquê gostamos de sentir medo, esse prazer quase masoquista que temos. Ótimo texto, e foi um grande prazer que senti ao lê-lo. Prazer tão imenso que decidi transcrevê-lo.

O texto é enorme, por isso será publicado em três partes. Espero que gostem.