Você volta de um agradável encontro com uma amiga com quem não saía há anos. Na estrada escura, a velocidade está compatível com a da via. Faço uma ultrapassagem. Após uma curva, dou de cara com um pimposo cavalete, todo saltitante na minha direção. Piso no freio e o carro sai derrapando por uns 30 metros, levantando uma nuvem de poeira e fazendo mais barulho que mil trovões, e mesmo assim transformando o pobre cavalete num amontoado de madeira quebrada.

Mais destruído que o cavalete, só a minha mente. Um monte de coisas passou por ela nesse instante. Depois do susto inicial, comecei a racionar com mais calma: um cavalete sozinho numa estrada escura só pode ser sinal de duas coisas: um caso isolado de vandalismo – crianças pretas e/ou coquinhas querendo provocar um acidente – ou uma tentativa de assalto – você pára o carro e alguém, um preto e/ou coquinho, te aponta uma arma e leva teu carro embora. Na dúvida, só parei pra ver o estrago em casa.

Até que não ficou tão ruim, ao constatar que tive um pára-choque (ou pára-lamas, nunca sei a diferença) riscado em alguns locais, com uma parte trincada embaixo e com um pequeno risco na lateral. Nada que uma cola, um pouco de pretinho e uma polida na lataria não resolva. Bem melhor, em comparação ao que aconteceu da outra vez.

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