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Fringe começou com muito barulho. Meses antes de seu lançamento o episódio piloto vazou na internet, propositalmente ou não, e causou burburinho na sociedade nerd psycho do mundo todo. Todos falavam que J.J. Abrams, criador do mega sucesso Lost, havia se superado e se tornado Deus. Fringe seria o Arquivo X do século 21 elevado à nona potência. Anna Torv é a atriz com a voz mais sexy do mundo das séries.

O episódio piloto em questão, orçado em mais de US$ 10 milhões e com 2 horas de duração, já começa pegando fogo. A história começa com um vôo internacional em pânico. Todos os tripulantes sofrem o efeito de uma substância misteriosa e batem as botas. A pele dos passageiros simplesmente derrete, numa cena muito grotesca e bem feita. Daí somos apresentados aos personagens da série, pouco a pouco. Descobrimos que o acidente com o avião é apenas mais um em uma série de eventos denominados O Padrão (experimentos científicos em que o mundo é a cobaia). O buraco é mais embaixo.

 

Fringe: Pilot Trailer

O nome da série refere-se à fringe science, porcamente traduzido como ciência de borda. É um ramo da ciência que estuda fenômenos como controle da mente, mutação genética e reanimação. Logo de cara, no primeiro episódio, somos apresentados ao que pode ser toda a mitologia da série. Grandes corporações (Umbrella?), traições, personagens misteriosos e ambíguos, fim do mundo. Too much information.

E foi assim até o 11º episódio. Um puta climão de conspiração, episódios aparentemente sem ligação, mas que no final você percebia que tudo era parte de uma história maior, e os maravilhosos ganchos finais dos episódios, fazendo você doar um rim para assistir ao próximo.

Mas agora parece que os produtores resolveram dar um tempo na história principal e resolveram aderir a uma famosa categoria de episódio: os monstros da semana. Explico: são aqueles episódios com começo, meio e fim, sem ligação com a trama principal e geralmente sobre um caso bizarro, um assassino, um monstro de laboratório, essas coisas. São chatos pra caralho. Tirando uma ou outra informação sobre a trama principal ou o passado dos personagens, são totalmente descartáveis.

Houve também uma mudança recente na (ainda nova) mitologia da série. David Robert Jones, personagem misterioso apresentado no episódio In Which We Meet Mr. Jones (S01xE07), volta à série. Assim ficamos sabendo sobre a organização de Jones, a ZTF, que foi criada baseando-se em uma profecia de que haveria uma guerra iminente chegando. Olívia é uma espécie de “recruta” dessa organização, e passou a infância sofrendo experimentos com uma droga capaz de impedir que o cérebro feche certos canais de comunicação. Too weird. No fim, sabemos que a personagem principal tem super –poderes-mentais-do-inferno e que agora é hora de aprender a utilizá-los.

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Devo confessar que estou sentindo falta de muita coisa. Massive Dynamics, Nina Sharp, John Scott e O Padrão eram referências em quase todos os episódios do início da temporada, mas faz um bom tempo que não ouço falar deles na série. Mas ainda falta muito para o final da temporada. Foi exibido o 17º episódio nos EUA essa semana (morno, mas melhor que os últimos) com mais algumas informações sobre esse experimento bizarro feito no passado de Olívia e com um puta gancho no final.

Finalizando, o ator Leonard Nimoy, o eterno Spock na clássica série Jornada nas Estrelas, irá participar da série como o cientista e criador da Massive Dynamics, William Bell. Segundo os roteiristas, muitas respostas para os enigmas partirão da introdução do personagem. William Bell até agora era apenas citado na série, mas seu nome sempre foi relacionado ao poder que uma mega corporação pode emanar. O relacionamento de Bell com Walter Bishop também terá um foco importante, mostrando o desenrolar das vidas dos dois gênios e os acontecimentos que os levaram em direções opostas, principalmente a maneira como os dois encaram e interpretam O Padrão, que parece que voltará ao foco da temporada.

Agora é só esperar.

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