Ganhei de um honorável leitor um ingresso do Cinemark. Optei por X-Men Origins: Wolverine e não me decepcionei, apesar de ter esperado mais do filme.

Uma das partes mais legais é justamente o início do filme. Durante os créditos iniciais nos é mostrado como James Howlett e Victor Creed (Wolverine e Dentes de Sabre, respectivamente) participaram de grandes guerras da história, como a Guerra Civil americana, 1ª e 2ª Guerra Mundial e Guerra do Vietnã. Vemos logo em seguida o recrutamento dos dois pelo coronel Willian Strike para fazerem parte de uma equipe especial de mutantes. Daí para o projeto Arma X e o adamantium é um pulo.

O filme mostra alguns eventos que foram apenas citados em X-Men 1 e 2, além de jogar luz no passado sombrio do mutante mais enfezado da Marvel. Mas nem tudo são flores. Há cenas um pouco forçadas, por mais que seja um filme baseado em personagens dos quadrinhos. A primeira cena de ação é prova disso. Uma equipe de supercaras do governo invade uma instalação africana clandestina. Uma centena de corpos e explosões depois, o líder da equipe mutante pede que o chefão mafioso africano entregue seu… peso de papel. Tá, não é um peso de papel comum, mas como o tal mafioso não sabia da importância da pedra em questão, não seria mais fácil dar 10 reais por ela do que gastar milhões em uma puta operação militar secreta? Há mais cenas como essa, mas não vou contar todo o filme.

Também temos uma explicação para a famosa amnésia de Wolverine, mas que me fez achar um furo (um rombo, pra falar a verdade) no roteiro geral da saga, se levarmos ao pé da letra que esse filme é uma pré sequência dos filmes sobre o grupo mutante. Mais abaixo eu comento sobre isso.

Um dos pontos legais é encontrar diversos personagens da saga espalhados no filme. As citações vão desde uma aparição rápida em um diálogo ou numa cena rápida, como o filho-mutante-doido-e-bizarro do Striker (mostrado em X-Men 2) até uma aparição especial do Professor Xavier, que chega para salvar o dia.

Entre mortos e feridos, o filme é muito bom. Diverte, tem ótimas cenas de ação e preenche muitas lacunas no passado do personagem que conhecemos no cinema. No cinema, pois a história do mutante nos quadrinhos é muito mais complexa do que a mostrada nos 4 filmes da série.

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Vergonha. Vou ao cinema e não levo meus óculos. A solução foi assistir ao filme dublado. Meu inglês ainda não me permite assistir um filme em inglês sem acompanhar as legendas.

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“Se o Ciclope aparece jovem no filme que se passa antes do X-Men 1, por que ele não reconhece o Wolverine quando ele entra para os X Men, no filme de 1999?”

“Por acaso eles se encontraram em algum momento desse filme, ô ser irracional?”, quase digo.

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Duas imagens que me vieram à mente quando saí do cinema. Uma mostra o fim definitivo de Dentes de Sabre nas mãos do Wolverine. Outra mostra uma cena nada agradável, que bem poderia fazer parte do passado que o mutante não se lembrava.

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“A primeira faz tchan”

 

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“Não se preocupe, eles crescerão de novo”

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Coisa que só nerd psycho poderia notar: no filme, Willian Striker decide usar balas de Adamantium para acertar Wolverine, pois é o único modo de perfurar o esqueleto indestrutível do mutante. Dois tiros na cabeça foram o suficiente para resultar na amnésia tão famosa do personagem que é mostrada nos filmes anteriores/posteriores.

Agora vem cá. Se só balas de Adamantium, que devem custar o olho da cara para o Exército Americano,  atingem pra valer o Wolverine, do que será feita aquela bala que derruba o herói em X-Men 2, disparada da arma de um simples policial? E aí? E aí? E AÍ?

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