Imagine um mundo sem a raça humana. Como ela foi extinta é irrelevante. Pode ser pela gripe suína; por um vírus como foi mostrado em Os 12 Macacos; por uma epidemia de zumbis em escala global; a humanidade pode ter simplesmente parado de se reproduzir, como no filme Filhos da Esperança, ou uma entidade divina qualquer pode ter simplesmente estalado os dedos – puf – e os seres humanos deixariam de existir.

O que importa é o que aconteceria depois. O que aconteceria com o planeta depois de um, cinco, dez, cinqüenta, mil, dez mil anos depois? O que aconteceria com as grandes construções humanas, obras de arte, cultura, com os grandes monumentos erguidos pela força da raça humana, em memória de pessoas e deuses que já não existem mais? Como a natureza reagiria e começaria a tomar de volta o que sempre foi dela por direito?

Esse é o tema do maravilhoso documentário O Mundo Sem Ninguém (Life After People) produzido pelo The History Channel em 2008. O tema instigante nos faz viajar nas conseqüências desse evento inesperado, a extinção da raça humana. O documentário é um exercício de imaginação fascinante explorado por cientistas, estudiosos e profissionais das mais diversas áreas, como engenheiros, botânicos, biólogos e geólogos.

Além de dar uma visão clara ao que aconteceria com as grandes cidades durante o processo de retomada da natureza, algo já visto no recente Eu Sou a Lenda, a produção nos leva a lugares onde esse processo já está em andamento, como em Chernobyl. Após 20 anos abandonada devido a um acidente nuclear, a cidade está irreconhecível, tamanho é o avanço da natureza e da vida animal nas casas e prédios abandonados.

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O documentário fornece, através de suas imagens de grandes cidades e monumentos desmoronando perante a ação do tempo, respostas e muitas perguntas provocativas. As pirâmides durarão para sempre? Haverá algum vestígio para futuras civilizações (alienígenas ou não) de que a raça humana algum dia existiu?

Quem quiser saber essas respostas, procurem na internet o download do documentário. O inteligente leitor não se arrependerá. Alguma vez já indiquei algo que não vale à pena? Pergunta retórica, claro.

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“Os seres humanos são os únicos capazes de se auto-exterminarem”

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