O que mais há no mundo dos games são franquias famosas. Nomes de peso, que vendem milhões de cópias, justamente porque são games famosos e respeitados pelo nome que construíram através dos anos. Jogos como Halo, Zelda, Metal Gear Solid e Gears of Wars são sinônimo de ótimos jogos e são uma das mais valiosas marcas do mercado, tamanha sua qualidade e rentabilidade.

Mas existe uma diferença entre aproveitar bem uma marca e usá-la até esfolar, e a série Guitar Hero é uma das mais esfoladas ultimamente. Com certeza não foi o game que criou o gênero de jogos musicais, mas Guitar Hero tornou o estilo famoso e o fez ser o que é hoje, com milhões de cópias e instrumentos de plástico vendidos.

GUITAR HERO 1

Porém a Actvision pensa que somos ricos e idiotas e lança quatro jogos da franquia em menos de dez meses. Veio GH: Aerosmith, depois GH: World Tour (a quarta versão da série), GH: Metallica e agora GH: Smash Hits. Desses, o único que vale a pena ser comprado e olhe lá, é o jogo-homenagem ao Metallica. E ainda não falei de GH: 5 e GH: Van Halen, ambos previstos para o final do ano (virou pastelaria?). Van Halen! Veja bem, não é assim uma Brastemp, mas tenha dó. Que tal aproveitar melhor a marca Guitar Hero, do que ficar lançando um jogo atrás do outro (compare as datas de lançamento)?

GUITAR HERO 2

E parece que o desrespeito e a impotência não param por aí. Ainda não cheguei no conteúdo via download. Sabe o que aconteceu com aquele camarada que baixou (e pagou os olhos da cara) trocentas músicas para seu amado Guitar Hero 2 ou Guitar Hero 3? Perdeu tudo, pois não pode reaproveitar o conteúdo que pagou nos games seguintes, só podendo tocar/jogar as músicas compradas se colocar o disquinho do Guitar Hero correspondente no console, tendo que agüentar gráficos ultrapassados nesse processo. Algo que Rock Band conseguiu contornar, já que se você pagou por uma música no RB 1, ela poderá ser usada também no RB 2 e, consequentemente, no futuro RB 3. Até as músicas que vieram gravadas no DVD do Rock Band original podem ser jogadas no Rock Band 2, basta que o jogador as armazene direto no HD do videogame, pagando uma taxa de uso extensivo dos direitos autorais.

GUITAR HERO 3

Aí é que ta a graça da coisa. Você paga cerca de US$ 15 e pode jogar TODAS as músicas do game anterior no Rock Band 2, sem a putaria de trocar de disco. Todo mundo sai ganhando nessa: a empresa por receber o dinheiro e você pela comodidade. Coisa que a franquia Guitar Hero parece que não entendeu. Tá certo, a marca Rock Band não é santa e mostra seu oportunismo lançando seu game-tributo ao AC/DC (uma porcaria sem tamanho que devia vir em forma de conteúdo para download), se prepara para lançar sua homenagem aos Beatles e está produzindo Lego: Rock Band, mas isso não vem ao caso (ainda).

GUITAR HERO 4

O problema é a série Guitar Hero, que já não tem mais a força de antigamente e assim procura formas mais rápidas e fáceis de conseguir vender seus jogos, mas no processo esquece coisas básicas que os jogadores anseiam. É um novo significado para a palavra ganância. Isso só causa frustração dos gamers e os fazem migrar para outros jogos do gênero. Agora jogo Guitar Hero apenas por curiosidade, mas toda a minha atenção (e meu dinheiro) é voltado para Rock Band. Não há comparação.