São Paulo, 29 de agosto, 21h. Um clima agradável, temperatura por volta dos 19 graus, e me dirijo calmamente com minha Volkswagen Saveiro 2005 1.6 Flexpower Prata para o honorável bairro de Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo. Mais precisamente me dirijo à Tribe House, para assistir ao tão esperado show da banda alemã de metal gótico Xandria, em sua primeira passagem pela Ilha de Vera Cruz, depois Terra de Santa Cruz, enfim Brasil.

Depois de pequenos desencontros, finalmente encontrei o recinto que me proporcionaria cerca de 1h30 de prazer musical com uma das bandas que mais admiro. Ainda era cedo e o calor dentro do local era grande, decidi ingerir pequenas quantidades de álcool etílico (se beber não dirija), embalado pela ótima trilha sonora oitentista que emanava pelos poros e auto falantes do ambiente – lugar pequeno, onde não cabe mais que 400 pessoas.

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O show começa com um atraso de 40 minutos, porém isso não pareceu importar para os fãs (eu incluso) e começamos a cantar A New Age como se nossas vidas dependessem disso. A escolha dessa música para abrir o show parece ter uma grande importância para o Xandria, pois a banda está vivendo realmente uma nova era com a saída da ruiva Lisa Middelhauve e a entrada de Kerstin Bischof, a nova vocalista.

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Vocalista que, aliás, não deve nada a sua antecessora e cantava com uma voz maravilhosa, inclusive nos guturais (!!!). Tanto Kerstin quando o restante da banda exalavam simpatia e não esconderam a surpresa de tocar para um público tão animado. Acredito que eles poucas vezes viram um público tão fervoroso quanto o que estava ali naquela noite, que cantou junto todas as músicas a plenos pulmões em um perfeito enbromation, sem cansar por um instante sequer. Particularmente creio ser verdade quando artistas do mundo todo dizem que os brasileiros são a platéia mais animada de suas apresentações.

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As 18 músicas tocadas abrangeram os 4 álbuns do Xandria e formaram um set list bastante sólido, embora eu ainda esperava ouvir Beware e Sleeping Dogs Lie, músicas que entram fácil para a lista das melhores da banda. Além do repertório, fomos apresentados à ótima Valentine, música nova que estará no próximo álbum de estúdio do Xandria. Antes do bis, veio o momento caralho-essa-eu-não-sabia da noite: o guitarrista Philip Restemeier pega o microfone e fala que morou por um ano no Brasil. Falando em um português perfeito, ele diz que sempre sonhou em voltar ao país como uma estrala do rock. Ao perguntar se ele conseguiu, o público se esgoela dizendo que sim.

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Uma apresentação memorável, de grande qualidade e que se dependesse do público poderia ter durado mais de quatro horas, dada a empolgação do início ao final do show. Quem foi à Tribe House, apesar das condições humildes do local, teve boas horas de entretenimento e viu uma banda de altíssimo nível, com ótima qualidade e nos mostrando que o Xandria é uma das melhores bandas do cenário do metal gótico mundial. Pra ficar na memória e provar que não basta ser uma puta banda internacional grande e famosa pra fazer um ótimo show.

Xandria – Save My Life (Live in São Paulo)

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Conversei com a menina de novo, porque ela não sabia que era você. Ela gostou de você, falou que você parece legal.

Devo me empolgar?