Need For Speed: Shift
A Eletronic Arts lançou seu mais recente game da desgastada franquia Need for Speed e, mais uma vez, mudou o foco de seu game. A franquia já passou por corridas tradicionais, rachas noturnos a lá Velozes e Furiosos, fugas e perseguições policiais, rachas e drifts montanha abaixo, corridas em circuitos fechados e por aí vai.

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Com gráficos bonitos, mas não acima da média, um sistema de som que é mais do mesmo e um sistema de danos não muito realista (dei várias porradas e não aconteceu mais do que uns arranhões), o game gira em torno do universo das corridas profissionais a lá Gran Turismo e Forza Motorsport, mas não possui o feeling e a simulação dos games citados. Está mais voltado para o que foi mostrado em GRID (Xbox 360/Play 3) e seu jeitão de jogabilidade Arcade disfarçada de Simulador, mas de um jeito mais pobre.

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A imitação comparação inspiração em GRID é mais notável na visão interna do veículo, nos danos causados ao veículo durante as batidas e até nos movimentos com a câmera com o analógico direito. É o tipo de game que você joga com aquela sensação chata de deja vu, com recursos que você já viu de formas melhores em outros games de corrida. É aquele tipo de jogo que se joga uma vez, depois outra, e depois você encosta de vez. De fato, entre o original e a imitação, fique com o original. Nota 5,5.

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Batman: Arkham Asylum
A Eidos criou algo que parecia impossível: fazer um game de super herói de verdade, que te dá gosto de jogar e que respeita o histórico do personagem. Tanto é que o game já foi parar no Guinnes, como o melhor jogo de super herói já feito. Até eu, conhecido por desprezar games baseados em filmes/quadrinhos acabei me rendendo ao morcegão.

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O jogo se passa totalmente no Asilo Arkham (óbvio), onde o Coringa instalou o caos e liberou todos os psicopatas lá aprisionados. Cabe ao homem morcego restaurar a paz e acabar com a bagunça. Por essa breve e porca sinopse o leitor pode pensar que se trata de apenas um jogo de ação e pancadaria, mas não é verdade. O jogo mistura ação com exploração e momentos stealth nos mesmos moldes de Metal Gear, onde a furtividade e cautela vale mais do que sair socando tudo e todos. Sem falar nos puzzles e desafios que o herói precisa resolver, onde se usa mais o cérebro do que qualquer outra coisa.

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Ambientes amplos e sombrios. História digna da fase de ouro do herói nos quasrinhos. Lutas convincentes e fluidas. Desafios na medida certa para quem é (ou não) fã do homem morcego. Mas, se isso ainda não for o suficiente, pense nos vários vilões disponíveis, cada qual trazendo consigo uma luta memorável — a aparição do Espantalho é digna de nota. Ou, quem sabe, a possibilidade de explorar o famoso e doentio Asilo Arkham, que regurgita todo tipo de vida pútrida que o homem morcego colocou lá. Enfim, sem rodeios: Batman: Arkham Asylum parece finalmente devolver a glória dos super-heróis aos videogames. Nota 9.

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Dirt 2
Com GRID, a Codemaster levou ao asfalto virtual de nossos videogames o jogo de corrida mais perfeito já criado. Por perfeito não me refiro à simulação que beira à realidade de Gran Turismo, e sim o fato de ser um jogo simples de se jogar, divertido, mas com gráficos estonteantes (a visão interna do veículo é perfeita), som absurdo de tão bom e o melhor sistema de danos já criados em um único jogo.

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Agora a desenvolvedora abandona o asfalto liso como um tapete e joga seus carangos na lama e pistas de terra de Dirt 2. O primeiro jogo já era bom, daí veio GRID e, agora, a empresa juntou tudo que havia de bom nos dois jogos e reuniu tudo no melhor simulador de rally já feito. Ao pilotar pelas pistas, você verá carros com traseiras maiores deslizando e buracos impactando a resposta do veículo, onde as pistas de cascalho, lama, terra e asfalto influenciam diretamente no controle do carro. Os cenários também são vivos e deslumbrantes – as montanhas da China e os desertos do Marrocos, somada à vegetação densa que cobre algumas pistas e as florestas da Malásia criam alguns dos gráficos mais belos já vistos em jogos do gênero. O resultado é uma experiência memorável em todos os sentidos.

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Resumindo, o game é uma experiência única que prenderá a atenção do jogador em toda sua extensão. Há uma imensidão de carros, pistas e ambientações, evitando que o tédio chegue cedo demais. O resultado final é de dar inveja em muitos títulos e deve ser usado como referência para os jogos de rally que ainda virão. Nota 9,5.

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The Beatles Rock Band
A Actvision usou o Aerosmith e a Eletronic Arts usou o AC/DC para explorar o nicho de fãs específicos dessas bandas que gostam de jogar Guitar Hero e Rock Band. Com a experiência adquirida, foi lançado o ótimo Guitar Hero Metallica, esse sim uma verdadeira homenagem a uma das maiores bandas de trash metal. Agora chegou a vez da Eletronic Arts lançar sua homenagem em forma de jogo aos Beatles. Tocar Twist And Shout, Lucy in the Sky With Diamonds, I Want to Hold Your Hand e Sgt. Pepper em sua guitarra de plástico agora é realidade.

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O jogo é uma verdadeira aula de história, cheia de fotos e fatos sobre o Quarteto Fantástico (de Liverpool, não dos quadrinhos) e animações lindas durante o Story Mode. Nele acompanhamos a banda desde a apresentação no Cavern Club até a última aparição pública do Beatles, no telhado da gravadora Apple, em 1969. A trajetória é recriada com exatidão, seja com a introdução original de Ed Sullivan para I Want to Hold Your Hand ou nas gravações no estúdio Abbey Road, que parecem uma viagem psicodélica à base de LSD. Além das 45 músicas que acompanham o jogo, a EA já anunciou que irá lançar constantemente conteúdo adicional para download, que será também compatível com as outras versões de Rock Band. Lá vai eu torrar meu cartão de crédito internacional.

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Enfim, uma homenagem à altura dos reis do iê iê iê e uma ótima oportunidade pra molecada conhecer a banda mais importante da história da música. Nota 9,5

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