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– Nossa, que mp4 bonito.

– Não é um mp4. É um iPod Nano.

– Ah ta. E esse mp10, tem televisão? Não to achando a antena…

– É um celular LG Viewty. Não vem com televisão, mas roda vídeos com uma ótima definição. Assisto minhas séries nele.

– Muito legal. Esse daqui é aquele celular novo que saiu né? Aquele HiPhone, que não tem botão nenhum.

– Passou perto. É um iPod Touch.

Cinco minutos se passaram, o que pra mim levou uma eternidade.

– É estranho o seu mp10 não ter televisão, você não acha?

– Não é mp10 porra, já falei!

milagre

– E aí, você não iria viajar nesse feriadão?

– Eu ia, mas a menina com quem estou ficando disse que não poderia ir.

– Ah tá. Ela disse o motivo?

– Ela não tinha com quem deixar o filho dela.

– Você não acha estranho ficar saindo com alguém que já tem um filho?

– Estranho é você, que namora uma pessoa do mesmo sexo e corrompe a ordem natural das coisas.

Os cemitérios nunca fizeram parte do meu porco roteiro de passeios, mas em breve chegará o momento em que estarei bengalando pelos caminhos e áleas com expressão séria e meditativa. O fato é que estou velho, um velho de corpo e alma, tal qual um ancião de 80 anos. Não tenho mais paciência nem disposição física para aturar e fazer coisas que me acometiam na tenra juventude. Não, idoso leitor, não estou brincando. Brincadeiras, na minha avançada idade, já é uma coisa que evito há tempos. Realmente, é uma coisa que evito com o mesmo fervor que deve ser evitado um passeio de helicóptero sobre o Morro dos Macacos.

Olho para trás e vejo que minha existência é sem sentido. Não fiz nada de bom e não adicionei nada de útil à humanidade. Tenho asco ao encostar nas pessoas nos transportes públicos da vida e sempre sento nos bancos individuais nos coletivos, evitando contato físico ao máximo. Sou desprezível. Existe um ditado, um mantra, uma regra, uma lei cósmica, sei lá, que diz que todo homem, para justificar seu lugar ocupado no mundo, deve plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. O máximo que consegui chegar foi esse blog, onde escrevo torto por linhas virtuais retas. Um desperdício.

Não pratico esportes. Não faço ioga, pilates ou alongamento. Faço uma hora de academia sim, todos os dias, mas não sinto nenhum efeito além de ossos e juntas doendo. Enquanto me mato para levantar 20kg, a menina do meu lado levanta 80 e não deixa escorrer uma gota de suor. Cansei. Pra ter uma vida saudável eu prefiro continuar exercitando somente a mente, o cérebro, essa massa cinzenta que irá se decompor e servir de alimento para os vermes quando eu for parar a sete palmos de terra. Meu segredo, minha receita para uma vida cerebral saudável, para chegar com alguma dignidade e boa disposição mental ao crepúsculo final que nos espera, é ficar sentado. Sentado e deitado.

Sento diante da televisão, joystick (no meu tempo se falava assim) na mão e um bom jogo na bandeja do meu cacarejante Xisboca, em disputadas partidas contra seres virtuais e/ou reais, exercitando meu parco inglês e meu raciocínio lógico, pondo em prática as teorias de convívio social e vendo se posso aplicá-las ao universo online (não é o provedor). Deito na cama, controle do DVD numa mão e da TV noutra, e alimento minhas entranhas mentais com filmes e séries de qualidade, com roteiros sapientes e interpretações idem, que me proporcionam horas de prazer em minh´alma. Sento confortavelmente na minha cadeirinha de plástico, em frente ao monitor com todos os seus complementos habituais: teclado, CPU, camundongo e USB – passo horas googleando o mundo.

Eis o segredo para viver sem demência ou sentir nas costas o toque gelado dos dedinhos finos do Alzheimer, já que sentir o toque quente dos dedões grossos do proctologista é inevitável. Todos esses equipamentos, comigo sentadão/deitadão a manejá-los, de forma correta e constante, é o que me mantém, e ainda manterá, por muito tempo, com a mente sã e distante de qualquer andador de alumínio, por mais moderno e lustroso que ele seja. É a única solução, já que o corpo, essa carcaça onde minha mente se prende, já se desgastou faz tempo.

O senhor ainda sente necessidades de ajustar contas com Deus, mesmo acreditando que ele só existe na cabeça das pessoas?

Deus não existe fora da cabeça das pessoas que nele crêem. Pessoalmente, não tenho nenhuma conta a ajustar com uma entidade que durante a eternidade anterior ao aparecimento do universo nada tinha feito (pelo menos não consta) e que depois decidiu sumir-se não se sabe para onde. O cérebro humano é um grande criador de absurdos. E Deus é o maior deles.

Faço das palavras de José Saramago as minhas.

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Apareceu nas estatísticas de acesso ao blog ontem: Encontraram o blog no Google digitando o termo de busca “quero jogos de luta de verdade, por favor”. Ok. Eu quero uma casa, um carro 0km e 50 mil em barras de ouro,  que valem mais do que dinheiro. Com certeza, o educado leitor acabou caindo nesse texto aqui ó.

Agora não sei o que é pior. O cara fazer uma busca dessa maneira ou pedir Por Favor ao Google antes.

– Você tá a fim de ir na Marcha para Jesus comigo?

– Não vai dar, é que…

– Você não gosta de multidões?

– Não, é que…

– Você não gosta de barulho? Música alta?

– Não. Eu não gosto de Jesus mesmo.

Numa das minhas inúmeras viagens de trem diárias (8 no total), me deparei com uma cena curiosa: um senhor, pra lá de seus cinqüenta anos, jogava animadamente PES 09 em seu lustroso PSP. Ao meu lado, uma pessoa também não aparentando menos de cinqüenta anos, assistia animadamente o DVD End of an Era, do Nightwish, em seu modernoso celular, com direito a air guitar e tudo mais.

Sinal do fim dos tempos?

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Voltando pra casa me deparo com um casal sentado junto. Ele: branquelo, alto, careca e magro, com uma semelhança incrível com Dick, do livro Alta Fidelidade. Ela: loura, pele branca e com uma beleza natural, não igual as super modelos inacessíveis a pobre mortais com barriga de jogador de videogame como nós. Conversavam, trocavam carícias, falavam besteirinhas um no ouvido do outro e não paravam de sorrir.

Alguma coisa berrou de nojo dentro de mim, mas me fez desesperadamente querer ter uma namorada.

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“Mais muralhas do que a China e mais chutes do que karatê”. Saiu o novo comercial de Fifa 10 e ele conseguiu algo impossível: ser mais exagerado que o comercial do game no ano passado.

Não gosto de jogos de futebol (não gosto nem de praticar esportes), mas confesso que até eu fiquei com os dedos coçando pra colocar as mãos no game.

Fifa 2010

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Graças à APCM, que fechou o maior site de donwload de séries do Brasil, tive que recorrer a outros meios escusos para obter minhas séries favoritas, que oportunamente começam a ser exibidas lá fora.

Depois de baixar o torrent em alta definição do novo episódio de Fringe no Mininova, acabei tendo a amarga surpresa de que o episódio em questão possui legendas em francês. Bom, de volta às buscas do Google.

Busco também a edição do Emmy 2009, mas não acho legendas para a tal maledita. O jeito é arriscar e ver se meu inglês está em dia.

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Alguém já ouviu falar na série Flash Foward? Sinta o frescor da primavera no ar, pois a série estreou agora e o episódio piloto já vem bombando. Sem dúvida é o melhor piloto que vi em muito tempo, se comparando ao episódio de estréia de Fringe. Durante pouco mais de dois minutos a humanidade inteira desmaia simultaneamente – causando obviamente muitos acidentes graves e mortes – e nesse tempo as pessoas vivenciam uma espécie de flash de suas vidas seis meses no futuro. Novo Lost? Talvez.

Dexter

Não basta comprar o cd novo do Metallica e sair por aí alardeando que é fã de trash metal. Não adianta tocar aquela música do Megadeth no Guitar Hero e se dizer expert no assunto. Fazer chifrinho em Nothing Else Matters é coisa de cabaço. Há muito tempo o site Metal Storm divulgou uma lista que todo headbanger deve seguir para se tornar um verdadeiro fã do Trash Metal.

– Seja violento.
– Seja agressivo.
– Mostre ódio.
– Se não pode mostrar ódio, mostre raiva.
– É proibido demonstrar outras emoções.
– Exceto ódio e raiva.
-Nunca, jamais, sob qualquer circunstância, sorria. Sorrir é coisa de gay.
– Cante sobre matar, violentar, torturar e destruir pessoas.
– O Thrash old-school é o único Thrash.
– Não seja James Hetfield.

001
– Não seja Dave Mustaine.
– Não ouça Punk. Punk é coisa de gay.
– Secretamente ouça Misfits.
– Odeie bandas novas. O Thrash old-school é o único Thrash.
– Odeie Crossover. O Thrash old-school é o único Thrash.
– A vida é uma merda, o governo é uma merda, você rejeita essa porra de lugar, você despreza essa porra de raça humana.

002
– Mesmo que tenha 15 anos de idade, diga que se lembra das notícias sobre a morte de Cliff Burton.
– Diga que chorou naquele dia.
– Os anos 80 foram os melhores para o Thrash, tente ter nascido nos anos 60 – ou 70 para ter lançado seu disco durante aquele período.
– Lance seu melhor álbum em 1986.
– Se não puder, que seja em 1987.
– Esqueça o Thrash após os anos 90. Anos 90 foram muito  não-Thrash.
– Se a sua banda se separar no início dos anos 90 você tem permissão para retornar no início dos anos 2000. Lance 2 álbuns e separe a banda novamente.
– Se não separou, finja lançar um álbum de “volta às raízes”, após uma década só lançando merda.
– Tenha o  album Master of Puppets.

metallicafanatic_master_of_puppets
– Se você não tem o album, você não é trash metal.
– Ouça apenas esse album.
– Às vezes ouça Reign in Blood também.
– Chame o Metallica de vendido.
– Chame o Megadeth de vendido.
– Chame (Coloque o nome de qualquer outra banda de Trash Metal) de vendido.
– Baladas são gays.
– Nomear uma música como The Ballad é mais gay ainda.
– Ponha isso na sua cabeça, você jamais foi criança.
– E quando foi, sua infância foi cheia de tristeza.
– Mas ao menos você não foi molestado. Deixe isso para os babacas do New Metal.
– Você nasceu velho.
– Violões são permitidos apenas para mostrar proeficiência, ou fazer intros, e interlúdios.
– Lembre, para riffs são permitidas apenas duas cordas, a quinta e a sexta.
– Para solos, você tem a primeira e às vezes a segunda.
– Você não é o Kreator, nem Sodom, nem Destruction. Nem nunca será.
– Tente ser eles.

003
– Não seja Death Metal. Death é coisa de idiota.
– Não seja Black Metal. Black é coisa de idiota.
– Não seja Progressivo. Progressivo é coisa de idiota.
– Power-Thrash? Isso é muito não-Thrash.
– Death-Thrash? Isso é muito não-Thrash.
– Black-Thrash? Isso é muito não-Thrash.
– Progressive-Thrash? Isso é muito não-Thrash.
– Post-Thrash? Isso é muito não-Thrash.
– Sinta o fogo do Thrash Metal queimando sua alma.
– Olhe para você, seus sentimentos são mais fortes que o ódio.
– Cante sobre religião, sobre matar Jesus e afins.
– Diga que é católico, mesmo não sendo de verdade. Ou diga ser ateu e lembre-se: Satã é divertido, nazistas eram divertidos e serial killers são divertidos.

005
– Só um membro da banda pode cantar.
– Os outros só podem gritar em refrões.
– As palavras que eles devem gritar são: Die, Kill, e Hell.
– Não tenha amigos, amizade é coisa de gay.
– Não tenha namoradas, isso é gay.
–  Peide muito.
– Arrote muito.
– Se tiver uma namorada, peide e arrote na cara dela.
– A hostilidade do Death Metal contra os gays foi emprestada do Thrash.
– Ao citar suas bandas preferidas sempre cite o Metallica primeiro.
– Como moramos no Brasil, cite Sepultura, Sarcófago, entre outras, sempre que pintar um assunto ligado a caixões e funerárias.

006
– Secretamente, ouça Pantera.
– Quer dizer, secretamente ouça os primeiros álbuns do Pantera.
– Não importa se agora é legalizado, processe o Napster.
– Perguntar sobre bandas de Thrash Melódico é a coisa mais gay que alguém pode fazer.
– Death, Death Angel, Dark Angel, Morbid Angel, Morbid Saint – Essas bandas não são as mesmas.
– Escrever regras para o Thrash Metal atrai garotas.
– Ler regras do Thrash Metal também.
– Seja inimigo de seus companheiros thrashers.
– Ouvintes do Trash Metal precisam ter um cabelo muito comprido.
– Tenha uma calça rasgada.
– Compre uma camiseta novinha do Metallica, deixe-a tomando sol por 1 mês direto e lave-a com cândida, pra dar aquele ar de roupa gasta e, por isso, Trash Metal.
– Tente ficar com cara de raiva nas fotos.
– Sempre olhe pra câmera, mas a cabeça tem que ficar inclinada pra cima ou pra baixo.
– Diga pras pessoas que você viveu a época da troca de fitas cassete. Não importa se você tem só 15 anos.

007
– Sempre saia de shows com o rosto manchado de sangue.
– Esse sangue tem que ter saido do nariz de terceiros.
– Dê mosh até os braços caírem do corpo.
– Dê mosh até que suas pernas quebrem ao meio.
– Odeie tudo que não é Trash Metal.
– Não tenha senso de humor.
– Mije fora do vaso.
– Não beba nada além de cerveja e whisky.
– Lembre-se de tocar solos tão rápido quanto você descarrega suas fezes.
– Odeie árvores, trolls, fadas, magos, elfos, lobos e coisas não trash metal. Essas coisas são gays.
– Diga que O Albergue e Jogos Mortais são filmes leves, mesmo que você tenha quase vomitado no cinema.
– Tenha certeza de ser burro e perdedor o suficiente para escrever as regras do Trash Metal. Caso contrário, seja burro e perdedor o suficiente para ler as regras do Trash Metal.

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Agora tô copiando textos de sites gringos. Cheguei ao extremo. Falta de criatividade é isso aí.

Só um idiota como eu chamaria aquela menina por quem você ta apaixonado para ir num evento como esse.

Homer Simpson e George Constanza teriam orgulho das burradas que faço.

MEUS HERÓIS

Mais de 1/4 de século vivido, formado em publicidade e amante de games, música e pop!

Na estante

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