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Vazou uma cena na internet de Lua Nova, esperadíssima sequência do filme Crepúsculo. Espero que gostem, assim como eu gostei. Não vejo a hora de assistir.

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A História do Mundo Parte 1

 

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Um Morto Muito Louco

 

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Warriors – Os Guerreiros da Noite

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Como um amigo disse uma vez, a Pixar se superou de novo.

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Duas pessoas despertam em uma nave espacial abandonada sem lembrar quem são ou o que estão fazendo ali. Com o passar do tempo, eles percebem que não estão sozinhos, encontram pistas e descobrem que a sobrevivência deles é mais importante do que eles poderiam imaginar. Terror futurista nos moldes de O Enigma do Horizonte, do mesmo produtor.

Pandorum – Trailer

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2012
O alemão Roland Emmerich adora destruição. O próximo filme do diretor de Independence Day, Godzilla e O Dia Depois de Amanhã é baseado na profecia Maia que diz que exatamente no dia 21 de dezembro de 2012 o mundo irá acabar. E dá-lhe destruição de locais conhecidos, terremotos monstruosos, chuva de asteróides e ondas gigantes no trailer. Digitem 2012 no Google e saibam mais a respeito da profecia (É bom se prevenir).

2012 – Trailer

Graças ao Youtube, não pude colocar no blog outro ótimo trailer do filme, com qualidade superior, que você assiste direto aqui.

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Um grupo de jovens aproveita o feriado e vai passar o fim de semana numa cabana isolada no meio do mato. Sem saber, eles são infectados por um vírus devastador, que corrói a carne em poucas horas, levando-os a situações de desespero. A Cabana do Inferno (título nacional) foi o primeiro filme de Eli Roth (O Albergue) e já nasceu clássico, sendo comparado à obra máxima da bagaceira Evil Dead.

Cabin Fever – Trailer

 E vamos para a nossa previsão do tempo:

Situação crítica. Nos últimos dois dias houve mais ingestão de álcool do que o previsto para todo o mês de agosto. É com vocês.

E agora, as notícias do esporte.

Homer

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Existe uma cena no filme Apenas o Fim que mostra um casal discutindo sobre cinema. A mulher pergunta se o namorado quer apenas irritá-la quando afirma que Transformers é melhor que todos os filmes do Godard juntos. O namorado responde naturalmente, questionando se existe alguma coisa mais legal do que carros que viram robôs gigantes?

Eu digo que existe: são robôs gigantes e a deliciosa sapatão Megan Fox correndo de shortinhos pra cima e pra baixo. Não tem roteiro. Não tem emoção. Não tem drama. Mas tem robô, mulher, carro, moto, explosão e tiro. Quer mais?

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Acabei de ir no banheiro e no espelho vi que não fiz a barba direito, ficou um tufinho de barba no canto inferior esquerdo do queixo. Tô assim há dois dias. Imagina o estrago feito junto ao povo do sexo feminino.

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Uma das cenas de aberturas mais lindas da história dos videogames. Se todos os jogos tivessem uma apresentação tão emocionante como essa, não teríamos conflitos no Oriente Médio e o mundo seria um lugar bom para viver. Dadas as limitações técnicas da época, o vídeo introdutório de Final Fantasy VIII é um dos melhores que eu já pude presenciar, fazendo o casamento perfeito entre som e imagem. A trilha sonora de arrepiar e as cenas escolhidas com sapiência me dão arrepios em pêlos que não ficam expostos ao sol até hoje. A cena final do game também faz muito barbudo chorar, desde 1999.

Final Fantasy VIII – Introdução

Final Fantasy VIII – Final

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Vivendo perigosamente: subindo na calçada, fritando pneus, usando substâncias lícitas e ilícitas, comendo hot dog em lugares suspeitos, indo ao Habib´s e saindo sem pagar a conta, jogando cantadas baratas aos quatro ventos e gastando o que não pode. Life is too short, já dizia Ferris Bueller.

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Mirror´s Edge é um ótimo jogo de ação e pode se considerar o único jogo de parkour em primeira pessoa que existe. Um maluco resolveu fazer uma versão na vida real do game, com a ótima música tema do jogo ao fundo e fazendo várias peripécias, tudo na visão em primeira pessoa. Só faltou a barra de energia na tela.

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Quem me dera se no futuro os videogames fossem assim. As partidas de Call of Duty e Halo seriam espetaculares.

Gamer – Legendado

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Cabelo desarrumado, camisa surrada, suvaco catinguento, havaianas sujas e bermuda de dormir sem cordinha na cintura, deixando-a frouxa e com a bunda aparecendo. Não possuo nenhum preparo vaidoso, é fato.

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Eu TINHA que estar lá. Final de campeonato. Street Fighter III. Chun Li vs. Ken. Cada um venceu um round. Ken está com um tequinho de energia, quando de repente…

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Humor negro, socialmente incorreto, podre, repugnante e deplorável. Tirinhas que abordam temas polêmicos como racismo, nazismo, sexo e pedofilia. Acesse só se estiver com o humor negro mode on. Mas se você não gosta de sangue, excrementos e líquidos sexuais nem entre. Fica aqui o aviso.

Que japoneses possuem um gosto estranho em relação a games, isso não se discute. A onda da vez nos fliperamas nipônicos é o arcade Boong-Ga Boong-Ga que, mesmo sendo lançado em 2001, ainda faz sucesso entre os japoneses. Mas antes de explicar a jogabilidade e o objetivo do game, vamos a uma pequena aula de cultura japonesa.

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Por lá, existe uma brincadeira infantil que faz muito sucesso entre os pequenos japoneses: Kancho. Nela, as crianças dão uma cutucada com o dedo indicador ou médio nos traseiros alheios, quando a vítima pessoa está distraída. E não são só as crianças, já que os mais velhos adoram dar uma kanchonada nos amigos de vez em quando. Não queira dar um hadouken ou um shoryuken se alguém lhe aplicar um kancho no Japão, já que isso é super natural por lá.

É essa inocente brincadeira que Boon-Ga Boong-Ga mostra. A máquina é composta por uma bunda acoplada à cabine, onde o jogador usa um controle em forma de mão com um dedo no tamanho extra large pra kanchonar o traseiro de borracha. Além de cutucar, o jogador pode marcar pontos dando tapinhas do bumbum virtual, podendo criar combos (!!) para uma maior pontuação.

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Os safados jogadores podem escolher oito personagens para punir com a mão de plástico (e com a real também): ex-namorada, ex-namorado, gângster, sogra, mulher interesseira, prostituta, molestador infantil (!!!) e golpista. Ao final o jogador recebe cards que classificam seu comportamento sexual, de acordo com as kanchonadas dadas no inimigo.

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Achei alguns vídeos que mostram como se deve aplicar o kancho, e tirem suas próprias conclusões. Agora dá licença que eu vou procurar alguém pra kanchonar.

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O mais legal de poder jogar com alguém online é poder tirar sarro durante uma partida. Gosto de tirar barato quando tô ganhando de alguém, mas também me desespero ao levar uma surra em Street Fighter 4. O vídeo abaixo é uma pequena amostra do que se pode ouvir jogando uma partidinha amigável contra Cae Skywalker via Xbox Live.

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Não queria contar o final do filme, mas circula na net uma imagem com a cena final da cinessérie Crepúsculo. Desculpa pelo spoiler.

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E parece que alguém finalmente deu sinal de vida.

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Montinho

Que Zombieland é o filme de zumbis mais esperado do ano, isso não se discute. Saiu um trailer proibido para menores do filme do fodão Woody Harrelson, porém não há nada que um fã de filmes de terror não esteja acostumado. O trailer está aqui.

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Nunca fui fã de G.I. Joe. Não curtia o desenho animado e nunca tive um bunequinho dos Comandos em Ação, como a franquia ficou conhecida aqui no Brasil. Com isso, não dei a mínima quando o filme da super popular série de brinquedos, lançada em 1964 pela Hasbro, foi anunciado.

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Mas algo me fez mudar de idéia. Uma coisa que me fará ir ao cinema no dia da estréia do filme e ficar babando. Uma coisa não, uma personagem. Na verdade, duas.

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Quem assistiu Grind House, filme duplo podreira dirigido por Tarantino e Robert Rodrigues, com certeza assistiu também aos trailers falsos que passavam entre um filme e outro.

Um desses trailers falsos irá se transformar em filme de verdade. Machete, trailer que contava a história de um assassino mexicano que é traído por aqueles que o contrataram e sai babando em busca de vingança será dirigido por Robert Rodrigues e terá lançamento previsto para 2010.

O elenco terá o mexicano fodão e com cara de mal Denny Trejo, Cheech Marin, Robert De Niro, Steven Seagal,Jeff Fahey e as gostosas Lindsay Lohan, Michelle Rodriguez e Jessica Alba. O trailer falso está abaixo e o trailer em Lego (!!!) está aqui.

Machete – Trailer

“They just fuck with the wrong mexican”

Incrível como a internet é poderosa. Só ela poderia ser capaz de me trazer algo que eu nunca poderia encontrar por meios convencionais, algo que já procurei em milhares de sebos e colecionadores, tudo em vão: o primeiro filme de zumbis que assisti na vida. Assisti aos sete ou oito anos de idade, e lá se vão quase 20 anos desde que eu me caguei de susto com o primeiro morto-vivo que vi na vida, grudando suas presas na jugular de alguém e arrancando-lhe um naco de carne do pescoço.

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Baixei ontem o filme Predadores da Noite (Hell of the Living Dead), produção italiana de 1980, feita no auge da era gore/splatter europeu, época em que se produziu grandes clássicos do terror como Canibal Holocaust e Zombie. Assistindo ao filme que marcou minha infância eu novamente me caguei, só que dessa vez de tanto rir. Nunca, mas nunca mesmo, pensei que acharia tanta asneira e amadorismo num único filme, seja de zumbis ou não. A verdade é que Predadores da Noite foi dirigido Por Vicent Dawn que, pra quem não conhece, é o pseudônimo de Bruno Mattei, considerado o mais picareta, mais amador, mais incompetente, mais incapaz, mais ultra trash, mais cara-de-pau, mais sem vergonha diretor italiano de todos os tempos. De fato, se Ed Wood (considerado o pior diretor do mundo) nascesse na Itália, ele se chamaria Bruno Mattei.

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Os filmes de Mattei, quase sempre com roteiro de seu amigo do peito Cláudio Fragasso (a quem se aplicam os mesmos adjetivos acima) chegam a ser vergonhosos de tão ruins: péssimo elenco, péssimo roteiro, péssimo figurino, péssima fotografia, péssima edição, péssima trilha sonora, erros grosseiros de montagem, inúmeras cenas ridículas, uso de cenas de documentários para baratear a produção (coisa que Ed Wood também adorava fazer), momentos verdadeiramente vergonhosos, enfim, uma desgraça completa. Junte a isso o fato de que muitos de seus filmes, incluindo Predadores da Noite, são feitos em italiano e depois dublados em inglês (com sincronia labial perfeita, se é que me entende) e o cinéfilo leitor terá uma noção do tamanho da bomba em questão. Talvez justamente por isso, Mattei virou uma espécie de diretor cult para quem gosta do gênero, ou seja, para quem tem o prazer quase masoquista de assistir essas tralhas e adora dar risada vendo filmes ruins – de fato, eu tenho esse prazer. Seus filmes são disputados a tapas por malucos no Mercado Livre, que assistem justamente para gargalhar com o excesso de abobrinhas e o amadorismo das tramas. E é sobre as abrobrinhas e amadorismos do filme em questão o motivo desse post/artigo/TCC/tese de mestrado.

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O filme já começa a mil por hora. Cientistas estão em um laboratório na Nova Guiné chamado Hope Center trabalhando em um programa ultra-secreto, chamado Doce Morte. Por cientistas, entenda-se um monte de pessoas com jalecos brancos apertando um monte de botões coloridos que piscam. Dois técnicos estão investigando um problema em uma parte do complexo científico quando se deparam com um rato morto. Eles estão vestidos com uma roupa super protetora, mas que mais parece um uniforme da Ku Klux Kan, e até parece que algum vírus ou bactéria não iria penetrar num traje desses. Enfim, um dos dois bocós pega o rato morto na mão e o bicho volta à vida (rato zumbi!), rapidamente penetrando na super protegida roupa do coitado e matando-o, em uma cena ridícula que só vendo. Enquanto cai morto, o mané acaba encostando numa válvula e libera um gás verde suspeito. Os caras contaminados pelo gás voltam à vida como zumbis, e entenda-se por zumbis um bando de figurantes caminhando a passos lentos com a cara pintada com guache verde. Todo o grupo de cientistas é dizimado enquanto um velho, que parece ser o líder do grupo, grava uma mensagem dizendo que a Operação Doce Morte foi um completo fracasso.

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Enquanto isso, numa embaixada americana, um grupo de terroristas/ecologistas que parecem ter saído do Hermes & Renato fazem reféns e exigem que o governo americano cesse as atividades do Hope Center. A polícia cerca o local, porém não faz nada, já que estão aguardando a chegada de um grupo de operações especiais. Quando o tal grupo chega, eu soltei a primeira grande gargalhada: são quatro jecas, com uma roupinha azul, um boné de pano e armas de plástico, um mais ridículo que o outro. Parece até que os uniformes foram copiados da esquete de Os Trapalhões na qual eles parodiavam a série americana S.W.A.T. Os caras tem cara de tudo, menos de um grupo de operações especiais. Acostume-se, pois esses são os heróis do filme. Ao entrar na embaixada, nossos mocinhos simplesmente metem bala em todo mundo e antes de morrer um bandido diz pra eles algo sobre o inferno, irmão comendo irmão e blá blá blá.

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Corta para as selvas da Nova Guiné, com o nosso grupo de heróis. Não se sabe se eles estão de férias pela operação bem sucedida, como um deles diz em uma determinada cena, ou se estão investigando o acidente no Hope Center, como outro diz em outro momento. O que se sabe é que eles estão perdidos, sem contato com ninguém pelo rádio e andando em um jipe roubado (!!!), mas isso não importa, pois em breve eles vão encontrar um novo grupo de pessoas. Esse grupo é formado por dois casais e uma criança, filha de um deles. A criança foi mordida por um nativo e está com uma puta ferida purulenta. Um casal é formado pelo cinegrafista Max (que é a cara do Tony Iommi) e pela jornalista Lia. O outro casal e a criança não importam, já que vão morrer logo em seguida. Quando Max e Lia saem para procurar água, a criança mordida vira zumbi (sem pintura verde na cara) e devora seu pai e a mãe é morta por um morto vivo com o rosto decomposto (tenho que dar mão à palmatória, já que a maquiagem dele ficou boa).

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Max e Lia param num lago (obviamente uma piscina com um matinho aqui e ali) para encher garrafas de água, quando saem do lago alguns zumbis de rosto verde e aparecem mais saindo da floresta. A dupla de jacus fica parada e conversando calmamente, num diálogo ridículo:
Lia: Veja só que horrível! Quem são eles? (frase dita com a maior calma do mundo, piorada pela péssima dublagem em inglês).
Max: Talvez estejam bêbados, ou drogados (Rá!). Ou talvez seja uma colônia de leprosos. Talvez não queiram nos fazer mal. (são zumbis com rosto verde, seu imbecil!). Somente quando os zumbis estão em cima dos dois é que eles resolvem fugir. No meio do caminho encontram nossos azulados heróis, que matam a criança zumbi e os outros monstrengos. A partir daí, Lia e Max juntam-se ao grupo. E é só.

A partir daí acompanhamos os grupo andando de lá pra cá, indo parar em uma aldeia indígena e numa mansão no meio da selva, enfrentando hordas de zumbis no caminho. É nessa parte que somos brindados com as colagens de documentários: quando aparece uma cena em que não há nenhum dos atores nela, pode ter certeza que ela foi tirada de algum documentário sobre a selva africana, do tipo National Geografic, com imagens de cadáveres e esqueletos reais, com cenas de tribos indígenas fazendo estranhos rituais, comendo vísceras de animais e vermes, provavelmente na verdadeira Nova Guiné. Essas cenas são inseridas de forma grosseira na montagem e como são granuladas e filmadas em outro tipo de película, elas destoam totalmente do resto do filme. Pior ainda é que o diretor pegou cenas de macacos pulando de árvore em árvore, cangurus pulando, elefantes passeando, aves voando e meteu tudo no meio da montagem. Não tenho nota 10 em geografia, mas duvido que a metade dos animais mostrados no filme existe mesmo na Nova Guiné. Graças a essa edição “dinâmica”, num momento estamos vendo o ataque dos zumbis, e no outro temos passarinhos e macaquinhos brincando. Também foram inseridas trechos de reuniões reais de políticos, com uma nova dublagem por cima, como se eles estivessem discutindo a crise ocorrida nos laboratórios do Hope Center. Picaretagem total, minha gente.

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Pra piorar, temos algumas das cenas e diálogos mais idiotas, acéfalos e imbecis da história do cinema em apenas 101 minutos. Numa casa no meio da floresta, um policial encontra algumas roupas num armário. O policial, que é membro de um grupo de operações especiais, todo machão e tal, larga sua arma, se veste com um vestido de bailarina e começa a dançar. Não é preciso dizer que ele é atacado e morre vestido desse jeito ridículo. Noutra cena, dois policiais enfrentam um grupo de mortos vivos. Quando um vai atirar, o outro o impede e solta um “Não faça isso. É minha vez de atirar primeiro”. Outra cena mostra um cara largando sua arma e correndo no meio dos zumbis, dizendo asneiras como “você quer me morder? Hein? Hein?”. Vemos algumas cenas de tensão e brigas entre o casal de repórteres e os policiais, mas isso não importa muito, já que na cena seguinte eles estão rindo e se abraçando, como se fossem os melhores amigos do mundo. Aplausos para Claudio Fragasso, por inventar essas cenas e os diálogos.

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Quando os acéfalos heróis finalmente chegam nas instalações do Hope Center, nós começamos a nos perguntar “como é que esse bando de jacus conseguiu sobreviver durante o filme inteiro?”.  Uma das mortes chega a dar raiva e quase me fez desligar o computador: ao ver o elevador repleto de zumbis, um dos policiais aponta o rifle para eles. Não é que um dos mortos pega a ponta do rifle e puxa para dentro, fazendo com que o soldado caia bem no meio do grupo de zumbis? Ele não podia ter largado o rifle, atirado, gritado, esperneado, chamado a mamãe, sei lá, feito qualquer coisa? No final, temos um dos mais ridículos (dá pra escolher o pior?) diálogos do filme. A mocinha Lia acaba juntando as peças e descobre qual é a razão pra ter sido criado o projeto Doce Morte. Com vocês, as palavras da reporte Lia: “Todas essas instalações, como uma fábrica para um mundo melhor, com segurança, numa ilha isolada do mundo… tudo faz sentido. Agora posso juntar as peças do quebra cabeça. Eles chamam de Hope (esperança) os centros de pesquisas químicas para o bem da humanidade, para ajudar os países que ainda são subdesenvolvidos. Isso é o que eles nos dizem. A história oficial, porque a realidade é terrível, é inacreditável. Eles estavam trabalhando numa solução para o maior problema desses países: a superpopulação. Os povos mais fracos, os mais indefesos, exterminados pelo modo mais simples, apenas fazendo um comer o outro”.

Pausa pra pensar: quer dizer que o objetivo do projeto Doce Morte é espalhar o gás nos países do terceiro mundo, fazendo que todos se tornem zumbis e se devorem, acabando assim com o problema da superpopulação mundial? Ca-ra-lho! Cláudio Fragasso é o melhor roteirista do mundo! Porque é que nunca ninguém pensou nisso antes? Agora falando sério, o péssimo roteiro que coloca na boca dos atores alguns dos mais ridículos diálogos de todos os tempos, as horríveis interpretações dos quatro ineptos galãs, os efeitos fracos e o amadorismo geral de Bruno Mattei transformam Predadores da Noite de filme de horror em uma perfeita e engraçadíssima comédia. Encarar a produção desta forma, com algumas latas de cerveja na cabeça, é o único jeito de divertir-se vendo essa porcaria. Trata-se de um filme realmente estúpido, impossível de levar a sério. E se você por acaso levar a sério, prepare-se para ter seus olhos e ouvidos sangrando, tamanha a ruindade da produção, antes dos 10 minutos de filme rolando.

Predadores da Noite – Trailer

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Se mesmo assim o leitor quiser assistir a essa tralha, os links para download estão logo abaixo.

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Faz quase um ano, mas só fiquei sabendo agora. Em 22 de agosto de 2008 morreu o ator Julius Carry III. Peço um minuto de silencio e 24 horas de luto atrasados.

Nunca ouviu falar? Mas com certeza já deve ter ouvido falar no filme-tosco O Último Dragão. Não? Passou na Globo no início dos anos 90 e atualmente faz parte do arquivo de filmes da Record. A última vez que assisti faz uns 4 anos. É o típico filme Sessão da Tarde e faz parte do consciente coletivo de uma porrada de nerds velhos, assim como eu. Quem não se lembra de Leroy, o mocinho que era uma espécie de Bruce Lee blackpower, parando uma bala com os dentes?

O Último Dragão – Trailer

O ator, dos seus 1,96 de altura, interpretava Sho ‘Nuff, o shogun do Harlem, e uma geração inteira se lembrará do vilão com os braços cruzados e as garras reluzentes ensinando ao herói Leroy quem é o mestre de verdade. Se ainda não se lembrou do filme (céus!) leia esse ótimo artigo e relembre bons tempos que não voltam nunca mais.

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Quem é o mestre, Leroy?

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A comunidade nerd está em polvorosa. O SBT é famoso por comprar os direitos autorais, copiar, plagiar, xerocar, difamar e blasfemar quase tudo. Novelas, reality shows e programas de auditório estão no topo da lista.

Deu no Kotaku que a vinheta de abertura do programa Bom Dia & Cia foi chupinhada do mega sucesso Little Big Planet (PS3), com os Sackboys pintados de verde-ranho. Todos os nerds-psychos do mundo querem a cabeça de Silvio Santos numa bandeja de prata, inclusive eu.

O Japão, além de ser conhecido por seu gosto estranho em relação a games, também é famoso por seus filmes de terror. Seja falando de fantasmas que buscam vingança ou maldições passadas através de uma fita VHS, as assombrações capilares japonesas se tornaram famosas graças as refilmagens americanas que, em busca de criatividade, encontraram na terra do sol nascente uma fonte quase inesgotável de novas idéias.

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Mas nem só de fantasmas pálidos é formado o cinema nipônico. Há um lado mais sangrento, mais gore, mais exagerado e engraçado pelas terras de lá. Produções que se inspiram na tosqueira de Evil Dead e Bad Taste, nas lutas coreografadas de Kill Bill e na quantidade de sangue e mutilações de Fome Animal, quase sempre de uma vez só, formando verdadeiras pérolas do cinema de horror e ficção, sempre com um ótimo resultado.

Se há algo que meu videogame queimado me trouxe de bom, foi justamente tempo livre para descobrir e apreciar esses filmes. Depois de encontrar o ótimo Battle Royale, resolvi apontar minha pobre banda larga para o Japão e o que achei foi, no mímino, surpreendente.

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Tokyo Gore Police
Baixe. Importe o DVD. Assista no Youtube (sério!!). Faça um abaixo assinado e leve-o ao congresso. Faça qualquer coisa pra assistir o filme. Exagero? Sim, mas só porque tudo em Tokyo Gore Police é exagerado. Desde o formato como a trama é narrada, passando pelo fato de jorrar litros de sangue quando um dedo mindinho é arrancado e o modo como essa produção de 2008 mostra os personagens e referências tradicionais e contemporâneas de um Japão imerso em uma realidade de violência. Exagero é pouco.

Em um futuro não muito distante, Tokyo atingiu níveis estratosféricos de violência graças a um novo tipo de inimigo: os Engenheiros. Aparentemente pessoas normais, os Engenheiros mostram suas verdadeiras faces quando são feridos e se transformam em monstros mutantes, com armas mortais saindo de seus corpos mutilados. Uma mistura pseudo-erótica dos cenobitas de Hellraiser e dos inimigos de Silent Hill.

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Contra essa nova forma de inimigos, a violenta polícia privatizada de Tokyo conta com Ruka (a beldade Eihi Shiina). Com uma mini-saia de couro, meia arrastão e espada samurai, ela é considerada a melhor caçadora de Engenheiros da corporação. No entanto, o assassinato de seu pai durante a infância foi algo que a jovem policial nunca conseguiu superar, e um dos mais perigosos Engenheiros parece ter ligação com este passado. É aí que o filme começa a engatar a marcha e acompanhamos a caçada de Ruka a esse criminoso, até chegarmos a conclusão de que tudo foi parte de um plano maior. Durante a investigação, litros e mais litros de sangue e membros decepados são jogados na tela.

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Mesmo com a quantidade insana de sangue, é interessante a metáfora mostrada no filme: tudo é violento e nojento para quem assiste, mas os personagens tratam isso como se fosse a cosa mais natural do mundo, graças a um Japão que já trata a violência com banalização. Vemos essa banalização através de comerciais que passam durante a trama, como famílias felizes jogando Wii, com o objetivo de torturar ou matar algum prisioneiro no game. Ou um comercial que vende um estilete personalizado para cortar os pulsos, ou ainda em uma interessante propaganda de facas que “não vão falhar na hora em que você decidir se matar ou matar alguém”. É uma grande brincadeira, mas com um certo elemento de auto análise da mídia das atuais grandes cidades.

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Tokyo Gore Police ganhou críticas de ambos os lados: uns acham que o filme é um passatempo divertido e sangrento, e por isso mais do que recomendado aos fãs de terror; outros o consideram uma tralha que não merece ser assistida. Eu já tenho minha opinião formada.

Tokyo Gore Police Trailer

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The Machine Girl
Houve uma época, entre 1995 e 1998, em que eu tinha outra paixão além dos games: quadrinhos. Não era um fã inveterado, mas comprava todo mês pelo menos uma revistinha dos X Men. Isso me ajudou a ter conhecimento mínimo sobre o assunto, o que me ajuda até hoje nas animadas conversas nerd de boteco. Mas o que eu nunca tive saco foi para os mangás e suas leituras de trás pra frente.

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Mesmo não sendo um leitor ativo como era há mais de 10 anos atrás, ainda acho que posso identificar filmes que possuem aquela pegada das HQs, sejam mangás ou não. The Machine Girl é a personificação de todos os absurdos que nos fazem grudar na leitura de uma boa história em quadrinhos, mesmo não sendo baseada em nenhum mangá ou HQ. Arrisco a dizer, na minha grande ignorância, que é um dos grandes clássicos do humor negro e terror e não deve nada em diversão descompromissada e violenta em comparação a Evil Dead, Fome Animal e Bad Taste (googleai amigos).

Machine Girl

A história é básica: garota normal despiroca e busca a vingança de seu irmão, morto pelo filho do chefão da Yakusa. Ami Hyuga (a gracinha Minase Yashiro), é mais uma entre as milhares de estudantes que vestem aquele feitichista uniforme de colegial. Tudo ia bem até seu irmão ser morto pelo filho do mafioso Ryuji Kimura, que tem um cabelo igual ao do Wolverine. A família Kimura é tão violenta que matam os empregados ao menor sinal de incompetência – e se não matam, torturam por motivos fúteis, como o cozinheiro que é forçado a comer seus dedos decepados como sushis depois de derrubar macarrão no chão.

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Ami encontra o clã Kimura, mas falha em realizar sua vingança. Torturada e mutilada, ela consegue fugir e busca auxílio na família de um amigo de seu irmão, também morto pelo filho de Kimura. Seus pais então constroem uma super metralhadora para ser acoplada ao braço amputado da garota, que sai novamente em busca de vingança, parecendo agora uma versão feminina de Ash, herói da trilogia The Evil Dead.

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No entanto os membros da Yakusa não ficarão parados e preparam sua defesa com a Liga dos Ninjas Mirins, o sutiã-furadeira da matriarca dos Kimura e a Gangue dos Pais Entristecidos, tudo em batalhas memoráveis, inventivas, épicas e violentíssimas que lembram muito os filmes de Tarantino, principalmente  Grindhouse e Kill Bill, como na luta de Uma Thurman contra os Crazy 88. A profusão de sangue é igualmente grandiosa, uma grande coletânea de cortes, tiros, queimaduras, traumas, cabeças rachadas… Tudo on-screen e tão exageradas e caricatas que causa risos e náuseas na mesma freqüência. O exército de Amy Hyuga é realmente de uma mulher só e o senso de misericórdia da garota foi literalmente pro vinagre. Não pensem em topar com ela com TPM.

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Altamente recomendável, descrever esse filme de 2008 é como descrever pornografia: se trata de uma experiência visual jogada na cara do espectador e que as palavras não conseguem traduzir com justiça. O diretor Noboru Iguchi sujou minha casa de vermelho e me ganhou com este filme. Espero que suje a de você também.

The Machine Girl Trailer

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Suicide Club
Fato: em 2005 foram registrados mais de 32 mil casos de suicídio no Japão, o que segundo Organização Mundial da Saúde torna o país com a maior taxa de suicídios no mundo (24 para cada 100 mil habitantes). Desses suicídios, quase 900 eram de estudantes.

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O terceiro filme (também conhecido como Suicide Circle) é o mais sério da lista, mas não o menos sangrento. Eu poderia descrevê-lo de duas maneiras, e isso influenciaria o interesse do leitor para assistir ou não o filme: A) um diretor japonês cujas experiências anteriores se limitam em realizar filmes pornôs gay se aventura no cinema de terror com uma produção de baixo orçamento com roteiro confuso e que não agradará todas as audiências ou B) trata-se de um filme complexo e intenso, onde o banho de sangue está presente, uma verdadeira pérola do cinema de terror japonês, e ainda com uma grande crítica social embutida: a alta taxa de suicídios do país.

Magistralmente aplaudido em mostras e festivais de cinema por toda o mundo e ao mesmo tempo apedrejado pela sua forma de conduzir, a produção de 2002 é controversa e violenta, com um roteiro bastante complexo (ou confuso, como preferir) e é necessário muitas vezes usar a imaginação para erguer teorias e entender o que se passa na tela. É o típico filme que te faz pensar. E muito.

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Metrô de Tokyo, hora do rush. Assim como São Paulo e sua estação da Sé as 18h, o local está abarrotado de gente. Cinqüenta e quatro estudantes (uniformes feitichistas de novo) estão jogando conversa fora na plataforma. Assim que o metrô se aproxima, todas dão as mãos e saltam juntas na linha férrea. Sangue, muito sangue, gritos e correria vieram depois. A polícia está confusa e não sabe por onde iniciar a investigação.

Enquanto isso a onda de suicídios aumenta. No alto de um prédio, estudantes planejam “quebrar” o recorde do metrô e falam sobre suicídio como se fosse a coisa mais natural e normal do mundo. Paralelamente a isso, descobrimos que todos os suicidas tem algo em comum: São fãs de um grupo pop chamado Desert, uma espécie de Xerox do grupo mexicano Rebelde.

Durante o filme acompanhamos a polícia na sua investigação dos suicídios, mas não conseguindo evitá-los. Cada vez mais, grupos maiores ou menores de jovens cometem suicídio, sempre da maneira mais sangrenta possível, deixando todos perplexos. Durante a exibição, uma das teorias apresentadas é que são as letras do Desert que incitam os jovens ao suicídio, e aí vem uma pequena, mas sutil, crítica social: se a mídia e os modismos podem nos dizer como nos vestir, nos portar ou ouvir, por que não pode dizer para nos matar? Isso remota aos vários jovens que cometeram suicídios ou crimes e que se disseram influenciados pela música, games ou cinema. Claro, ninguém em sã consciência se mataria só por ouvir Suicide Solution, do Ozzy Osbourne, mas o que dizer daquelas pessoas com mente pequena, que não tiveram a devida educação e atenção de seus pais e acreditam piamente naquilo que jogam, assistem ou ouvem?

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A degradação da sociedade japonesa já havia sido explorada em trabalhos como Battle Royale, no clássico Akira e até mesmo em Tokyo Gore Police, mas nunca de uma maneira tão realista quanto Suicide Club. Mas mesmo assim nem tudo são flores. O filme não decide qual o gênero que irá seguir: terror, policial, drama e até romance permeiam a trama, e assim é difícil classificar um filme desses. Outro problema é a quantidade de sub tramas na produção, e por isso é praticamente impossível escolher algum personagem para ser o principal do filme. E com isso chegamos ao roteiro, que as vezes chega a ser um pouco confuso, fazendo você retroceder a algumas cenas passadas pra entender melhor os acontecimentos.

Entre mortos e feridos, o diretor Sion Sono entrega um trabalho surreal e marcante, um grande feito para uma pessoa sem experiência no ramo. Um ótimo exemplar do cinema japonês, injustamente inédito no Brasil. Em tempo: O governo japonês assumiu a existência de pactos de morte desencadeados através da internet onde pessoas se conhecem via rede, se reúnem e em seguida se matam. Dados oficiais de 2005 registram 91 mortos em 34 suicídios coletivos. É realmente um mundo muito doido.

Suicide Club Trailer

Sam Dunn é um antropólogo cabeludo com 30 e poucos anos de idade e um fã de heavy metal desde a o início da tenra adolescência. Depois de anos estudando culturas diversas na Universidade, o canadense decide fazer algo que juntaria, a seu ver, o útil ao agradável: descobrir as origens do heavy metal, o gênero derivado do Rock´n Roll mais nervoso e capaz de fidelizar e enlouquecer milhões de pessoas mundo afora. Sam consegue balancear o fã e o profissional que existe dentro dele na medida certa, criando um estudo que lança um olhar antropológico sobre esse gênero, mostrando suas ligações com a violência, sexualidade e religião.

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Esse é o tema do excelente documentário Metal: A Headbanger’s Journey. Fruto de cerca de 5 anos de pesquisas e entrevistas, Sam passou a maior parte do tempo viajando entre os Estados Unidos e Europa, visitando locais como o Wacken Open Air (o maior festival de heavy metal do mundo) e locais onde surgiram as principais bandas da história e entrevistando fãs e grandes nomes do metal (Dee Snider,  Alice Cooper, Robbie Zombie, Bruce Dickinson, Lemmy Kilmister, Geddy Lee, entre outros) e, com isso, traça uma breve história do surgimento desse grande estilo musical, desde sua fase inicial, no final dos anos 60, até hoje. Mostra as origens no blues, música erudita e ópera, os temas satanistas e a perseguição da censura americana nos anos 80. 

A religião é um capítulo a parte. Vemos depoimentos de Tony Iommi dizendo que as temáticas sombrias do Sabbath nunca passaram de mera diversão juvenil e simples marketing. O tampinha Dio conta a verdadeira origem do gesto clássico conhecido por 10 entre 10 headbangers e Tom Araya, do Slayer, tenta explicar como faz para não confrontar sua veia católica com as temáticas pesadas dos títulos de músicas e álbuns de sua banda. Detalhe especial para a visita de Sam Dunn a Noruega, terra natal do Black Metal, onde os músicos são os únicos que levam a sério a história de que o metal é o veículo sonoro das trevas do Tinhoso. 

Sexo também a assunto recorrente no documentário. São discutidos temas que vão desde groupies, a viadagem nos anos 80 com músicos com roupas afeminadas e a falta de mulheres nas bandas (fato que, ainda bem, mudou nos últimos 15 anos pra cá) e a polêmica em cima de muitas músicas com teor duvidoso. Uma das melhores partes é, sem dúvida, o depoimento de Dee Snider (Twisted Sisters), que foi considerado o Inimigo Número Um da Liga das Mulheres Super Católicas da América (nome inventado, claro). 

Para quem não tem a mínima idéia do que seja heavy metal, o documentário será um esclarecedor curso intensivo de 96 minutos de duração sobre o tema. Para quem já é fã e resiste amando o metal firmemente, difundindo a Palavra e mantendo-se sempre fiel, é um filme obrigatório.

Metal – A Headbanger´s Journey Trailer (Legendado)

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Depois da divulgação e exibição do documentário, Sam Dunn recebeu milhares de e-mails de fãs agradecendo-o por ajudar a difundir o gênero musical e dar a ele o devido respeito. O que surpreendeu o simpático cabeludo foi o fato de muitos e-mails virem de locais que ele nem imaginava que havia um cenário heavy metal tão difundido. 

Claro, ele conhecia bandas como Sepultura e tinha alguns álbuns gravados ao vivo no Japão. Mas a enxurrada de e-mails o fez pensar: Há anos os antropólogos estudam os efeitos da globalização, mas nem ele havia considerado o heavy metal nesse processo.

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Conforme sua música se espalhou pelo globo, a pergunta que ficou no ar foi a seguinte:  quais são os novos significados que o heavy metal adquiriu junto aos fãs desses países com diferenças políticas, culturais e religiosas tão grandes? Porém, a resposta para essa pergunta Sam Dunn não encontraria nem na América do Norte nem na Europa. 

Esse é o tema de Global Metal, uma espécie de continuação do seu primeiro documentário. A bola da vez é viajar ao redor do mundo e conhecer a cena heavy em escala global. Nesse novo filme Sam Dunn viaja para o Japão, China, Indonésia, Israel, pelo Oriente Médio e para o Brasil mostrando como o heavy metal atinge os jovens que crescem em culturas tão diferentes, com o objetivo de descobrir o que o Metal significa para estes fãs e músicos.

O documentário revela uma comunidade mundial de headbangers que não apenas absorve o que vem do Ocidente – mas o transforma – criando uma nova forma de expressão cultural em sociedades dominadas por conflitos, corrupção e consumismo em massa. Novamente, o filme é obrigatório para aqueles que querem entender o porquê o heavy metal é um dos gêneros mais amados no mundo da música, agora em escala mundial. Se possível, assista ambos em sequência.

Global Metal Trailer

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Depois de assistir a três filmes sobre o tema (esqueci de falar do documentário Heavy Metal: Louder Than Life?), nem preciso comentar a trilha sonora né?

Mais de 1/4 de século vivido, formado em publicidade e amante de games, música e pop!

Na estante

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