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A Fall Season americana chegou há algumas semanas, trazendo novas temporadas de séries que amamos e novas séries que tentarão nos fazer amá-las. Eis as séries que esse blog está acompanhando atualmente.

V
Acabei de assistir, sentado na frente do micro, mesmo com uma TV LCD de 26” ligada no computador. Ainda não me decidi. Tem bons momentos, mas muita coisa cafona. E clichês – alguém aí agüenta mais um personagem chamado Jack?. Não vou comentar sobre a série, se quiserem saber do se trata cliquem aqui.

Primeiro episódio é sempre assim: conhecemos os personagens principais, e é aí que os clichês se amontoam aos montes. Tem a agente durona do FBI com problemas com o filho encrenqueiro que se apaixona por uma alienígena, tem o padre que começa a desconfiar de sua fé com a chegada dos Visitantes, o casal negro, com o noivo e seu passado misterioso, e até os próprios Visitantes, com aquele papo furreca de “viemos em paz”. Sono.

Mas vamos lá, tem pontos positivos também. Efeitos especiais bacanudos, alguns diálogos legais e umas cenas bem feitas, como a do aleijado que, após ser atendido pelos Visitantes, começa a andar. Vou esperar pelo segundo episódio pra ver até onde isso vai dar.

The Big Bang Theory
Assistir a um episódio da série te faz dar tanta risada que vale até por uma aula inteira de abnominais. Diálogos certeiros, piadas espertas e interpretações idem, que te deixam com orgulho de ser nerd.

Agora Leonard e Penny assumiram o romance e sempre que vejo os dois juntos minha bochecha já começa a doer de tanto rir. E Sheldon continua genial como sempre – ele aplicando os conceitos usados por B.F. Skinner na Penny é um dos melhores momentos da série. Nem começou a terceira e a série já garantiu uma quarta temporada. Deve ser porque é muito boa.

Fringe
A segunda temporada já começa pegando fogo e continua onde acabou a primeira, já emendando uma trama de super soldados mutantes fodões interdimensionais, os mundos não podem se chocar, Willian Bell e por aí vai.

Mais casos bizarros, Peter Bishop dando suas tiradas sarcásticas – já encheu, vai – e a personagem com a voz mais sexy que já vi correm contra o tempo contra os super soldados supra citados, sempre com um clima de conspiração e aqueles finais que amamos, com um puta gancho para o episódio seguinte. Cada episódio me faz querer ver desesperadamente o próximo.

Flash Forward
Série badalada lá fora, mal estreou e já garantiu uma segunda temporada. De repente, o mundo inteiro desmaia por cerca de minutos e todos tem uma visão deles mesmo 6 meses no futuro. Acompanhamos um agente do FBI (sempre eles) investigando o caso e tentando encontrar um motivo/culpado para isso.

Empolga? Pra caralho. A série começou bem, e tem todo um drama das pessoas que não viram nada do futuro (estavam dormindo? Mortos? No escuro?), mas ficar vendo 10 vezes por episódio as visões dos personagens principais dá sono. Outra coisa legal é ver os acontecimentos que levam, aos poucos, à tal visão que um personagem teve, e quais as conseqüências disso.

Mas também tem coisas chatildas. O ex alcoólatra que viu a filha que morreu no Iraque viva em sua visão me dá vontade de dar um tiro na TV. O médico que, antes de desmaiar ia se suicidar e, depois do evento acabou mudando de idéia também me cansa. Vemos várias vezes uma visão que já cansamos de ver e não vemos nem uma pontinha da visão do tal médico. O que será que ele ira fazer daqui a 6 meses? As músicas da série são dúbias: no começo do quarto episódio tivemos uma cena fantástica com Bjork ao fundo, mas depois temos um tiroteio em câmera lenta ao som de Like a Rolling Stone. Jura que o diretor achou que botar Rolling Stones na trilha ia ser cool? Quer coisa mais brega que isso?

Há também os finais dos episódios. Alguns empolgam demais, como o final do episódio piloto, mas outros são totalmente desnecessários. Tem como se importar com uma mulher que leva um tiro, sabendo que daqui a 6 meses ela estará vivinha da silva? Já sei que ela vai sobreviver a isso oras. Cadê o suspense nisso tudo? Isso que dá ficar brincando com viagens no tempo. Porque é fácil cair no tão temido e nerd paradoxo do tempo. Meu medo é que a série vire uma Jericho da vida ou, pior, Heroes, que começou empolgando multidões e agora é um lixo só. Ainda aposto minhas fichas.

Dexter
O que falar da nova temporada de uma das melhores séries que já vi na vida? Vá assistir.

Smallville
Mais do mesmo. Arqueiro verde fazendo cú doce com essa de abandonar a vida de herói, Tess Mercer mais ambígua do que nunca, Lois começando a gostar de Clark e nosso herói começando a assumir o manto de salvador da pátria, com uniforme e tudo.

Mas os produtores prometem histórias melhores pela frente, como o que Lois fez quando foi parar no futuro, no final da temporada passada, um episódio explicando como Zod e seus lacaios foram parar na Terra sem poderes e finalmente conheceremos Jor El em pessoa. E a aparição de mais personagens do universo DC. Vou continuar a dar uma chance. Sou a pessoa mais influenciável do mundo. Que vergonha.

Californication
É impressão minha ou a terceira temporada está com menos putaria do que as outras? Custa aparecer uma bunda e, olhe lá, um peitinho. Mas Hank Moody já mora no meu coração e agora apronta das suas na faculdade onde dá aula, onde chega a pegar até três por episódio, geralmente com cantadas que resultariam numa queixa por assédio sexual em qualquer outra série. Altarzinho pra você, Hank.

Grey´s Anatomy
Ninguém pega mais ninguém. Essa já era a minha impressão na temporada passada e continua agora nessa sexta temporada. Antes, além de diálogos espertos, musiquinhas que entravam na hora certa e drama e comédia na medida certa, o que mais acontecia no Seatle Grace Hospital era putaria. Um pegava outra, quer pegava outro, que pegava outra, e aí por diante. Mas isso não faz falta.

O´Malley morreu mesmo, e Izzie deu chilique e sumiu por alguns episódios. Tirando isso, a série continua do mesmo jeito que me fez gostar dela há uns 2 anos atrás, sempre com seus diálogos espertos, musiquinhas que entravam na hora certa e drama e comédia na medida certa. E o quarto episódio foi um dos melhores de toda a série.

Heroes
Já disse que assistir a série é o mesmo que ver um cachorro atropelado morrer aos poucos?

Na fila
Seinfeld, Family Guy e American Dad ficam jogadas pra escanteio, até sobrar um tempo pra assisti-las com a atenção que elas merecem.

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Séries que recebem o meu Certificado Jin de Qualidade: Dexter, The Big Bang Theory e Fringe.

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Numa das minhas inúmeras viagens de trem diárias (8 no total), me deparei com uma cena curiosa: um senhor, pra lá de seus cinqüenta anos, jogava animadamente PES 09 em seu lustroso PSP. Ao meu lado, uma pessoa também não aparentando menos de cinqüenta anos, assistia animadamente o DVD End of an Era, do Nightwish, em seu modernoso celular, com direito a air guitar e tudo mais.

Sinal do fim dos tempos?

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Voltando pra casa me deparo com um casal sentado junto. Ele: branquelo, alto, careca e magro, com uma semelhança incrível com Dick, do livro Alta Fidelidade. Ela: loura, pele branca e com uma beleza natural, não igual as super modelos inacessíveis a pobre mortais com barriga de jogador de videogame como nós. Conversavam, trocavam carícias, falavam besteirinhas um no ouvido do outro e não paravam de sorrir.

Alguma coisa berrou de nojo dentro de mim, mas me fez desesperadamente querer ter uma namorada.

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“Mais muralhas do que a China e mais chutes do que karatê”. Saiu o novo comercial de Fifa 10 e ele conseguiu algo impossível: ser mais exagerado que o comercial do game no ano passado.

Não gosto de jogos de futebol (não gosto nem de praticar esportes), mas confesso que até eu fiquei com os dedos coçando pra colocar as mãos no game.

Fifa 2010

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Graças à APCM, que fechou o maior site de donwload de séries do Brasil, tive que recorrer a outros meios escusos para obter minhas séries favoritas, que oportunamente começam a ser exibidas lá fora.

Depois de baixar o torrent em alta definição do novo episódio de Fringe no Mininova, acabei tendo a amarga surpresa de que o episódio em questão possui legendas em francês. Bom, de volta às buscas do Google.

Busco também a edição do Emmy 2009, mas não acho legendas para a tal maledita. O jeito é arriscar e ver se meu inglês está em dia.

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Alguém já ouviu falar na série Flash Foward? Sinta o frescor da primavera no ar, pois a série estreou agora e o episódio piloto já vem bombando. Sem dúvida é o melhor piloto que vi em muito tempo, se comparando ao episódio de estréia de Fringe. Durante pouco mais de dois minutos a humanidade inteira desmaia simultaneamente – causando obviamente muitos acidentes graves e mortes – e nesse tempo as pessoas vivenciam uma espécie de flash de suas vidas seis meses no futuro. Novo Lost? Talvez.

Dexter

Felicia Day seria só mais uma dessas atrizes que fazem pontas em diversas séries, entre elas Monk, House, Buffy e Dollhouse, mas entre uma série e outra, a gata passa horas e mais horas jogando o MMO World of Warcraft. Nerd até o osso, ela resolveu escrever, produzir e protagonizar uma web série sobre uma guilda que se conhece apenas em um RPG online e que tem problemas de vida bem peculiares, mas são muito unidos no jogo que tanto amam.

Felicia Day

The Guild se tornou um sucesso estrondoso na Internet, com mais de 12 milhões de acessos só na primeira temporada. A série possui episódios que não ultrapassam 5 minutos, e é cheia de piadas nerds e referências a games, e quem joga MMORPG ou videogames vai se identificar com os personagens, pois cada um segue um estereótipo que retrata de maneira hilariante o jogador hardcore (não tem como eu não me ver conversando com os amigos via Xbox Live com um headset na cabeça). A série ganhou patrocínios de peso como MSN e Microsoft, inclusive sendo uma das séries mais assistidas via Xbox Live, e levou vários prêmios desde o seu lançamento. Entre a gravação de um episódio e outro, o elenco tem participação ativa em diversos eventos nerds como a ComicCon, dando entrevista na BlizzCon 2009 ou até cantando Still Alive (música-tema do ótimo game Portal) no PAX 2008.

the guild

A 3ª temporada estreou na Xbox Live dia 25 de agosto e foi antecipada pelo videoclip viral Do You Wanna Date My Avatar, lançado em 17 de agosto e que já atingiu a marca de 2,5 milhões de acessos, sendo atualmente o vídeo musical mais baixado no iTunes. Ao que tudo indica, a série não vai acabar tão cedo. Bom pra nós.

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Prêmios
2007 YouTube Video Award – Best Series

2008 South by Southwest Greenlight Award – Best Original Production.

2008 Yahoo! Video Award – Best Series.

2009 Streamy Awards – Best Comedy Web Series, Best Ensemble Cast in a Web
Series, Best Female Actor in a Comedy Web Series (Felicia Day).

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Personagens
Codex: a personagem principal é a Healer (curandeira) da Guilda. Desempregada, mora sozinha e faz tratamento para largar o jogo. Sem sucesso, é claro.

Tinkerballa: a Arqueira da equipe. A japonesa otaku é mau humorada e não larga seu Nintendo DS. Uma coisa linda de se ver.

Vork: O Warrior (guerreiro) e guild master do grupo. Maior exemplo de um loser na vida, é quarentão, calvo e mora sozinho. É a cara do Ted, de Scrubs.

Zaboo: o conjurador (Warlock) da guilda é indiano, apaixonado por Codex e pervertido. Precisa dizer mais alguma coisa?

Clara: a maga do time. Mãe de 3 filhos, larga as crianças a deus dará para ficar jogando. Mãe exemplar.

Bladezz: o thief (ladrão) da guilda. Vive falando besteira e soltando piadas de duplo sentido para os membros femininos do time.

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Primeira temporada completa (10 episódios) – Legendada

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The Guild – Do You Wanna Date My Avatar

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Uma boa fonte de informações a respeito da série é a comunidade brasileira do orkut, que trás novidades e faz as legendas dos episódios no youtube.

– Dez episódios de Seinfeld e dez episódios de Family Guy pra assistir no celular.

– Um PSP com um cartão de memória de 8Gb abarrotado de games.

– Uma revista EDGE.

– Celular com acesso ao Gmail e Twitter.

– Ipod lotado de heavy metal.

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Férias trabalhistas tão esperadas e eu nem vou dar um pulinho na praia? Fui.

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Stephen King é uma máquina de fazer dinheiro. Seus livros vendem horrores pelo mundo e são a solução mais rápida para um roteirista com bloqueio de criatividade. Poucos são os filmes e programas de TV de qualidade que possuem o nome do renomado escritor em letras garrafais. De fato, tudo que envolve o nome do escritor, seja na TV ou no cinema, deve ser encarado com empolgação e desespero. Empolgação porque estamos diante de um projeto que tem uma das fontes mais incríveis de roteiro adaptado. E desespero porque esses projetos dificilmente resultam em algo que valha a pena ser assistido.

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Uma das melhores adaptações recentes da obra do escritor pode ser encontrada na mini série Nightmares & Dreamscapes, produzida em 2006 pelo canal TNT e baseada em pequenos contos publicados por Stephen King, em sua maioria reunidos na coletânea Pesadelos e Paisagens Noturnas (versão nacional do livro que dá nome à série). São apenas oito episódios contendo histórias de terror, mistério e suspense, tendo um elenco de figurinhas carimbadas da TV e indicados e vencedores do Oscar, Emmy e Globo de Ouro. O formato dos episódios lembram os bons tempos das séries Além da Imaginação, Contos da Cripta e Night Visions – talvez foi por isso que o resultado final foi muito além do satisfatório, já que os episódios são curtos e bem adaptados dos contos originais.

Abaixo segue um pequeno resumo de cada episódio, devidamente emporcalhados com minhas considerações finais.

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Battleground
Um assassino profissional em mais um dia de trabalho. Sua missão é assassinar o dono de uma grande fábrica de brinquedos. Após terminar o serviço, ele volta ao seu luxuoso apartamento e logo depois recebe uma encomenda, enviada pela mãe do falecido. Dentro do pacote estão apenas soldadinhos de brinquedo e alguns acessórios. O que o assassino não esperava é que os brinquedos ganhassem vida e travassem uma verdadeira guerra em busca de vingança.

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Publicado em 1978 no livro Sombras da Noite, o conto Campo de Batalha foi traduzido de forma competente para a televisão. Houve inclusão de algumas cenas (no livro não vemos como foi assassinado o dono da fábrica) e uma leve alteração na cena final, mas nada que comprometa o episódio. O episódio também foi o responsável pela série ganhar dois Emmys, um em efeitos especiais e outro pela trilha sonora. O destaque fica para os diálogos. Na verdade, pela falta deles: Willian Hurt não solta uma única palavra durante o episódio inteiro, ajudando a nos mostrar como o personagem é um assassino frio e sem alma. Nota 9.

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Crouch End
Um casal em lua de mel em Londres vai jantar na casa de um amigo, que fica em um bairro afastado da cidade. O problema é que todos falam mal do local, dizendo que Crouch End é um lugar amaldiçoado. De fato, alguns alegam que no local há um portal que leva para dimensões paralelas. Não dando ouvidos aos conselhos, o casal se embrenha pelo bairro, só para descobrir tarde demais a assustadora verdade sobre o local.

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A ação decorre sutilmente e, bem, talvez sutilmente demais e isso acabou enfraquecendo um pouco o suspense. Mesmo assim dá pra sentir o medo dos personagens e a força que ambos tentam manter diante dos eventos bizarros que eles presenciam. O conto original foi publicado na coletânea em homenagam a H.P. Lovecraft intitulada New Tales of the Cthulhu Mythos em 1980 (por isso há várias referencias ao escritor no conto/episódio), e depois inclusa no livro de contos Pesadelos e Paisagens Noturnas em 1993. No final das contas, um episódio fraco, o mais fraco da série. Nota 6.

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Umney’s Last Case
Clyde Umney é um detetive particular dos anos 30 que exala canastrice em suas ações e frases e que ama o que faz. Porém de uma hora para outra sua vida muda: seus vizinhos se matam, sua secretária se demite e seu bar preferido é fechado. Logo ele conhece Sam Landry, um homem com calçados estranhos e um laptop no colo, que lhe diz que é escritor e que Clyde não passa de um personagem e fruto de sua imaginação. Cético, o detetive a princípio não acredita, mas basta o escritor brincar um pouco de Deus com seu laptop para convencer Clyde. O que Sam propõe é uma troca: ele fica no lugar do detevive e Clyde vai para o mundo real. Só que ninguém pode prever quais as conseqüências desse ato.

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O conto também faz parte do livro Pesadelos e Paisagens Noturnas, e conta com o ótimo William H. Macy (indicado ao oscar por Fargo) no papel de Sam/Clyde e com Jacqueline McKenzie (The 4400) como a esposa do amargurado escritor. Andei lendo alguns comentários de que o episódio é muito ofensivo para os fãs xiitas de Stephen King por causa das alterações e concessões do roteiro em relação ao material original. Como ainda não li, então só posso dizer que é um episódio que foge do tema suspense/terror e tem uma veia mais voltada para o fantástico, tema que o escritor domina muito bem. Nota 8.

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The End of the Whole Mess
Um novo mundo foi erguido. Nele, a violência humana foi extinta graças um genial cientista. Acompanhamos o depoimento de seu irmão, um documentarista premiado com apenas uma hora de vida restante, deixando uma mensagem gravada ao mundo explicando como tudo começou e vemos desde a infância dos dois irmãos até o momento em que a paz mundial finalmente é alcançada. Mas o demônio está nos detalhes, e o documentarista usa sua última hora de vida para contar o que aconteceu com a raça humana.

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De longe o episódio mais fiel ao conto. Todas as cenas e diálogos que li e imaginei estão retratadas na história, mas houve pequenas concessões, apenas para melhor nos contextualizarmos com a trama. No conto, escrito em 1986, o estopim para que o personagem começasse a estudar as origens da violência humana foi a detonação de uma bomba nuclear pela China; no episódio, foi o 11 de setembro o motivo. No elenco estão Ron Livingston (Band of Brothers) e Henry Thomas (o agora irreconhecível Elliot de E.T.). O conto foi publicado na revista Omni Magazine e depois incluído no livro Pesadelos e Paisagens Noturnas. Nota 10, com louvor.

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The Road Virus Heads North
Richard Kinnell é um escritor famoso pelos seus livros de terror (Stephen King, alguém?) que volta de uma convenção. No caminho pára numa daquelas vendas de garagem, onde compra um assustador quadro de um pintor da região, que havia se suicidado. Antes de se matar, o jovem pintor destruiu toda sua obra, deixando apenas um quadro intacto. Aos poucos o escritor toma consciência de que aquele não é um quadro qualquer e que parece ter vida: aos poucos o quadro vai mudando os locais retratados da pintura, como se o motorista mostrado na imagem estivesse seguindo de carro o famoso escritor.

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Tom Berenger (indicado ao Oscar por Platoon) faz um Richard Kinnel com competência, nada mais. O destaque é para a pintura mostrada no episódio, realmente medonha e que parece viva às vezes. O conto foi publicado originalmente em 1999 e depois incluso na coletânea Tudo é Eventual em 2002. Não achei muitas críticas a respeito, mas como aconteceu em Umney’s Last Case, muitos fãs não acharam a adaptação digna de um conto do escritor. Nota 8.

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The Fifth Quarter
Um ex-presidiário sai em busca de vingança pela morte de seu colega de cela e melhor amigo. Pouco antes de morrer seu amigo lhe informa que participou de um grande crime e que o dinheiro foi escondido. Foi feito um mapa e dividido em 4 partes entre os membros da quadrinha, na qual seu amigo tem uma parte. O ex-presidiário se torna então a “quinta parte” do grupo, vai atrás dos responsáveis pela morte do amigo e tenta juntar as partes restantes do mapa para mudar de vida.

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Mais um episódio que foge do tema sobrenatural para nos apresentar uma história mais realista, sobre ganância e traição. Jeremy Sisto leva o episódio nas costas com uma ótima atuação de um presidiário comovente e emotivo, apoiado pelo restante do elenco. Antes de ser publicado no livro-título da série, o conto A Quinta Quarta Parte foi lançado na revista Cavalier em abril de 1972. Nota 8.

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Autopsy Room Four
Um grande empresário chega num saco plástico direto para a sala de autópsia, porém ele está vendo e ouvindo tudo o que acontece ao seu redor. Diagnosticado como morto por ataque cardíaco, aos poucos ele vai se lembrando do que aconteceu: durante uma partida de golf, ele foi picado por uma cobra que paralisou seus músculos. Agora o pior pode acontecer e ele será testemunha de sua própria autópsia.

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Richard Thomas está brilhante no papel do defunto e me fez rir horrores, mesmo sem se mover e nem piscar um olho. De fato, ironias e muito humor negro dão o tom do episódio, onde S.K. (desculpe a intimidade) mostra sua veia cômica no conto original, sem se esquecer da tensão da trama, que poderia ser considerada um absurdo tão grande que seria cômico se não fosse trágico. História publicada no livro Tudo é Eventual, de 2002. Nota 8.

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You know they got a hell of a band
Clark e Mary são um casal que está de viagem quando decidem fazer uma parada. Clark então tem a idéia nada brilhante de pegar um atalho para chegarem mais cedo ao seu destino. Depois de horas numa estrada esburacada no meio do nada, eles acabam indo parar em uma cidade chamada Paraíso do Rock´n Roll, uma cidadezinha que parece ter parado nos anos 60. Tudo parece normal, exceto pelos moradores, que possuem extrema semelhança com grandes nomes do rock, que coincidentemente (ou não) já estão mortos.

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Já li esse conto, chamado por aqui de “Sabe, Eles Tem Uma Banda Dos Diabos”, que está no livro-título e que foi publicado antes na coletânea de histórias inspiradas no rock chamada Shock Rock em 1992. Gostei muito da história original, mas na adaptação houve algumas alterações que não foram interessantes, pelo menos pra quem já leu o conto. Assim como no conto, o episódio mostra um lado sombrio dos músicos que nunca havíamos pensado antes. O problema é o suspense (ou a falta dele), pois não há nenhum momento angustiante durante toda a exibição. Mesmo assim é uma história divertida e mesmo com seus erros e limitações, o resultado final é satisfatório. Nota 7.

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Interessado? Quer tirar sua própria conclusão? Assistiu filmes demais e se acha no direito de fazer críticas enormes como se estivesse analisando Cidadão Kane? Então baixe a série aqui.

Nightmares & Dreamscapes Trailer

Nunca assisti nenhum episódio da série Curb Your Enthusiasm, protagonizada por Larry David, um dos criadores e produtores de Seinfeld. Simplesmente não me interessei pela série.

Mas a próxima temporada, que chegará em 20 de setembro, terá algo que me fará mudar de idéia e assistir aos episódios religiosamente. A temporada toda, com dez episódios, vai girar em torno da decisão de Larry de finalmente aceitar fazer reencontro do elenco da comédia que ele criou (na série, Larry, faz mais ou menos o papel de si mesmo) Os quatro atores de Seinfeld vão participar da série como eles mesmos.

Nessa temporada, Curb Your Enthusiasm irá mostrar uma reunião fictícia do elenco para colocar Seinfeld novamente no ar. “A gente vai ver o roteiro sendo feito, a leitura, partes do ensaio, a filmagem da série e o resultado na TV”, explicou Larry ao repórteres semana passada. “Vocês não verão o programa inteiro, só partes. E terão uma ideia do que aconteceu aos personagens de Seinfeld 11 anos depois do final da série.

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Se for britânica, eu assisto. Depois das ótimas Being Human e Apparitions, a última aquisição da Terra da Rainha é a série Survivors. Em tempos de gripe suína, não há nada melhor do que assistir uma série em que o mundo é devastado por um vírus mortal de – veja só – gripe. Survivors é um remake da série de mesmo nome de grande sucesso por lá nos anos 70 e retrata as dificuldades de um grupo que sobrevive em um mundo devastado por essa praga mortal, que exterminou 99% da população em questão de dias.

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Logo no início somos apresentados aos personagens principais e vemos como, aos poucos, toda a infra estrutura inglesa começa a paralisar: sistemas de água e luz, hospitais e outros serviços públicos vão falhando aos poucos, e em poucas horas o governo percebe que toda a população já foi exposta e o vírus parece ser mais potente do que inicialmente previsto, levando o doente à morte em poucas horas. Descobrimos que a gripe não se restringe somente ao Reino Unido e começam a surgir as primeiras mortes em Washington e Pequim.

Depois da morte de milhões, acompanhamos um pequeno grupo de sobreviventes tentando levar adiante sua nova vida e tentando lidar com a batalha diária por suprimentos, além de ter que conviver diariamente com suas diferenças ideológicas e religiosas. Nessa parte vemos como somos tão dependentes da tecnologia e de todo o conforto que ela proporciona. Do que adianta ter a disposição milhares de computadores, TVs, celular, internet e videogames, se não existe mais energia elétrica? Sem esses itens, nossa vida praticamente pára.

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Durante os episódios descobrimos um vilão cruel. Mais cruel que qualquer vírus já existente: o ser humano. Vemos que ele é capaz de fazer em momentos de desespero e como pode ser egoísta a ponto de matar para não dividir algum bem precioso. Vemos um mundo em que antes reinada a civilidade cair em um buraco de violência e anarquia. Não é a toa que as mortes provocadas pela gripe bombada tomadora de açaí só acontecem no início. A partir daí, todas as tragédias, brigas, discórdias e mortes são causadas pelo bicho homem, que se prova um inimigo mais mortal que qualquer doença por aí.

É realmente fácil se deixar levar pelo questionamento “E se isso realmente acontecesse?”. A veracidade com que tudo é mostrado, desde a ótima fotografia e roteiro, juntos com uma interpretação convincente, me fizeram fazer essa pergunta pra mim mesmo várias vezes. Já tenho know how para sobreviver a uma invasão de zumbis, mas e se um vírus destruir a humanidade? O que podemos fazer?

Survivors Trailer

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Marque no calendário:

17 de setembro
Fringe (2ª temporada)

21 de setembro
Heroes (4ª temporada)
House (6ª temporada)
The Big Bang Theory (3ª temporada)

24 de Setembro
Grey’s Anatomy (6ª temporada)

25 de setembro
Smallville (9ª temporada)

27 de Setembro
Californication (3ª temporada)

28 de setembro
Dexter (4ª temporada)

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Pare de fazer tudo que você pensa que é importante e veja isso. É a coisa mais doida que já vi na minha vida. Nessa semana.

O dia está difícil, a vida não sorri para você e a tensão te cerca. Um dia chuvoso, estressante e cansativo. Toneladas de problemas na cabeça e dívidas que se acumulam impiedosamente lhe tiram o sono. E aí você chega em casa e copia para seu computador bombado tomador de açaí as sete temporadas de Family Guy que aquela sua amiga com gosto apurado te emprestou. A mesma amiga de gosto apurado que te fez virar fã de Grey´s Anatomy e Scrubs.

 E na primeira gargalhada seus problemas já estão mais distantes.

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Mais de 1/4 de século vivido, formado em publicidade e amante de games, música e pop!

Na estante

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